Jornal dos Desportos

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Opinio

A Gesto das Federaes

01 de Março, 2017
As críticas aos gestores desportivos pintam de todas as cores os diferentes cenários no país. De futebol ao ténis, com passagem aos desportos náuticos, os líderes defrontam-se com queixas de associados e de adeptos. Motivações de vária ordem são levantadas em grupos.

Nos últimos dias, assistiu-se à destituição da direcção da Federação Angolana de Ténis. Os associados deram cumprimento à directriz do Ministério da Juventude e Desportos, que emanava a realização de uma Assembleia Geral extraordinária para eleger uma Comissão Administrativa. O elenco cessante não cumpriu a disposição obrigatória de renovação de mandatos dentro do prazo estimulado.

No futebol, uma nova equipa tomou conta da Federação. Os problemas ligados à arbitragem já começam a encher o livro de reclamações dos comissários aos jogos. A \"patologia\" é tão antiga quanto ao próprio Girabola. Até o final da competição, o público vai acompanhar o desenrolar.

Nos desportos náuticos, os principais atletas e o seleccionador nacional de canoagem clamam a apoios das entidades competentes do desporto, no caso, o Ministério da Juventude e Desportos para acudir um diferendo que se arrasta há mais de três anos.

O afastamento dos melhores atletas da selecção nacional está a pesar na imagem de Angola nos campeonatos mundiais e africanos. A realidade do desporto nacional pressupõe pensar no futuro.

Para o bem da nação, os gestores desportivos devem merecer a confiança dos agentes; devem adoptar o pensamento do todo em detrimento do pessoal.

Os responsáveis federativos devem estar habilitados para gerir a coisa desportiva; devem ter conhecimento sobre o dirigismo desportivo para evitar constrangimentos.

Aqui, o Comité Olímpico Angolano é chamado para \"forçar\" a introdução de formação na área de dirigismo desportivo aos candidatos que se pressupõe a gerir as federações nacionais.

Assim, vai facilitar que a Academia do COA possa ao longo do ano promover mais formações aos angolanos que aspiram conduzir as instituições desportivas.

No último ciclo olímpico, a qualidade dos gestores foi questionável. Houve quem veio ao público assumir que desconhecia a importância da planificação financeira; outros confundiram o programa de actividades desportivos com o orçamento.

No final da época, justificaram os fracassos com a falta de dinheiro para a realização das actividades programadas. Um novo ciclo olímpico começa. O Comité Olímpico Angolano é chamado para ajudar a arrumar as contas das federações.

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