Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A grande expectativa

17 de Abril, 2015
A dinâmica que está a ser imprimida pela Comissão de Preparação, faz presumir que seja grande o volume de assuntos catalogados em dossier, para serem colocados em cima da mesa, quando os entendidos na matéria se sentarem para a Conferência Nacional do futebol. Pois, vários são os problemas de que enferma a modalidade e que devem sensibilizar a todos.

Para já, há no seio da família futebolística uma enorme expectativa, aguarda-se que desse encontro venham a sair propostas concretas e realísticas, que dêem contributo válido ao relançamento da modalidade, que na verdade tem vindo a revelar nos últimos tempos necessidade de sopro de vitalidade.

São de facto muitas coisas a serem discutidas, a começar pelo incentivo às acções de fomento até à reestruturação dos próprios Palancas Negras, passando pela normalização das regras no próprio campeonato nacional da primeira divisão, que pelos vistos muitas coisas ainda deixam muito a desejar.

O futebol é sem dúvida a festa mais popular do nosso povo, como tal não merece andar a “leste,” isto é, sem a substância que o caracteriza como desporto das multidões. Falta-lhe por exemplo o espectáculo bonito e as enchentes nos estádios, que é a bem dizer a realidade que vivemos nos últimos tempos. E não pode ser assim, sobretudo quando sabemos que o futebol não anda carente de mentes pensantes.

Aliás, o que tem havido é um certo paradoxo! A presença de bons dirigentes, uns emergentes, outros já em fase de reforma, quando a modalidade que servem revela o lado inverso da moeda. O futebol não tem estado bem, saudemos a iniciativa da Conferência Nacional na esperança de que trace linhas de orientação para os tempos que se avizinham.

Agora com a profissionalização, quando vemos os clubes a esmerarem-se à procura de reforços no mercado externo, pode dar-se o caso dos mesmos investirem pouco na formação, quando assim acontece está-se no risco de ter um campeonato com alguma qualidade competitiva, mas sem que a mesma se reflicta na qualidade e potencial da Selecção Nacional.

As últimas campanhas dos Palanca Negras mostram isso mesmo. Angola não está bem a nível da selecção, razão por que tenha perdido todas as batalhas recentes, incluindo o CHAN, que podia funcionar como bálsamo para quem ingloriamente tinha caído na “primeira esquina” na corrida ao Campeonato do Mundo de 2014 que se disputou no Brasil.

Mas nem o passe para a competição continental conseguiu assegurar, entregou-se a qualificação de mão beijada ao irmão do Índico (Moçambique). Isto mais outras coisas devem merecer a apreciação dos homens, sendo que afinal só mesmo eles vão estar capacitados para a definição de estratégias que possam, a médio ou curto prazo voltar a colocar o comboio do nosso futebol nos carris para o percurso firme e vitorioso que todos os entendidos em matéria de futebol esperam. Aguardemos a Conferência Nacional....

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