Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A nossa conferncia

27 de Junho, 2015
Cai hoje o pano, sobre a I Conferência Nacional de Futebol, que durante três dias de trabalhos reuniu no Anfiteatro do Palácio da Justiça a família do futebol angolano, em busca de soluções que se imponham para a revitalização da modalidade, diga-se em abono da verdade, não tem vivido momentos de bonança nos últimos tempos.

Entretanto, ideias e propostas foram apresentadas ao longo dos debates que marcaram o encontro, espera-se que da junção e filtragem se extraiam as que mais convenham ou que se revelem propensas ao que se pretende. Pelo menos, alguma coisa proveitosa deve acabar sempre por ser produzida.

Agora, interessa aqueles a quem cabe o papel executivo, passar para a prática as directrizes definidas, para ver se conseguimos num futuro próximo vislumbrar novos horizontes para o nosso futebol, derrotado e mergulhado que está numa crise competitiva jamais vista ao longo dos 40 anos de independência, que o país vai assinalar em Novembro deste ano.

É certo, que os resultados não se esperam imediatos e nem devem ser cobrados nesta perspectiva. O que se fez, foi desbravar a terra, lançar a semente ao solo, para que em função do tratamento, poder colher amanhã. Afinal, não há mangueira plantada de manhã, que dê mangas logo -logo no período da tarde.

Pensamos, que os organizadores da conferência, ao fazê-la tiveram em conta muitos factores. Portanto, não é de bom tom que se diga, que fizeram por mera diversão. Eles sabem que o país não dorme, pode cobrar os resultados no momento que se impuser. Daí, que o compromisso não termina com o encerramento da conferência.

De certeza que se vai continuar a trabalhar no acompanhamento do processo de execução das ideias que forem deliberadas, em cooperação com as partes intervenientes, tal como as escolas de futebol, o Ministério da Educação, os clubes, para que a médio ou curto prazos possa haver sinais evidentes da inversão do quadro actual do nosso futebol.

Desde já, é de se louvar a iniciativa, pois reflecte a preocupação de quem reconhece que futebolisticamente falando o país não vai bem, ao invés de assumir a indiferença, o comodismo, o que seria mais grave e penalizante. Quando os participantes ao encontro se despedirem, devem fazê-lo certamente com a convicção de “missão cumprida”.

Diz-se também, que os problemas do futebol há muito que estavam identificados e que era descabido realizar-se a conferência nacional. Não partilhamos desse princípio. Os problemas podiam estar identificados, mas as vias para a solução, não. Daí a necessidade de às vezes os homens sentarem-se à volta da mesma mesa, para em conjunto e consensualmente encontrar os pontos da solução.

Vamos esperar pelos próximos tempos. Pelo menos, há expectativas da parte de quem acompanha a evolução da modalidade, de que o futuro venha a ser melhor. Pior seria revelar-se indiferente perante o momento menos bom da modalidade, que acaba inclusive, por vender lá fora das nossas fronteiras uma imagem pouco dignificante, a honra e a dignidade de um país que se assume vitorioso noutras acções.

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