Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A nossa Seleco

23 de Agosto, 2014
Não se pode dizer taxativamente que todas as escolhas foram acertadas, sendo que toda a escolha dá sempre lugar a uma onda de reivindicações, daqueles que julgam que o fulano ou o cicrano também deviam constar entre os convocados, mas acabaram preteridos. Esta é a nossa Selecção, sobretudo porque o seleccionador tem todo direito de escalar a equipa ou o grupo que lhe convém.

Seja como for, o momento agora é para concentrar as atenções naquilo que deve constituir o objectivo principal: A competição propriamente dita. O grupo em que está inserido o nosso país, não sendo aquele que se pode considerar de morte, também não é nada fácil. De resto, integra selecções como o Gabão e Burkina Faso, já com espaço na praça futebolística continental.

O Burkina Faso, sem pretendermos aqui desvalorizar o valor das outras selecções, é uma potência emergente no panorama do futebol africano. Na última edição do campeonato vimos a forma estóica como se bateu, tendo surpreendido todos até chegar à final da prova, que veio a perder diante da Nigéria.

Trata-se de um vice-campeão africano a ter em conta e capaz de criar muitas dificuldades a Angola mas também aos outros integrantes do grupo, sendo afinal obrigação sua lograr a qualificação seja a que preço for. O Gabão, com quem vamos jogar na primeira jornada e que pode acabar por decidir o nosso destino, em função do resultado final, possui também as suas armas.

E aqui temos de ser realistas e claros, se Angola tem pretensões de obter a qualificação à fase final do campeonato africano, não se pode atemorizar com este ou aquele adversário. Tem de fazer a sua parte. Jogar para ultrapassar, jornada após jornada, os seus adversários, sem ter de pensar no poderio deste ou daquele. Era bem mais complicado se tivéssemos o Egipto, o Gana ou a Nigéria no grupo.

Aliás, mesmo que assim fosse, todos os angolanos continuavam a ter Angola como a principal favorita à qualificação. Bom, com a Selecção composta não nos resta outra alternativa senão trabalhar para que possamos estar ao melhor nível competitivo no dia do “pontapé de saída” da competição.

Nestes poucos dias que restam, o trabalho é a palavra de ordem. Temos de confirmar nas quatro linhas e ao longo dos 90 minutos de cada jogo, que pretendemos marcar presença no Marrocos'2015 e isso só se consegue com muito trabalho, com muito esforço e com muita determinação. Contudo, precisamos de crescer como equipa.

A Selecção Nacional tem de se apresentar mais sólida, mais fiável, mais capaz de responder sob pressão. Romeu Filemon tem poucos dias para preparar um conjunto reconhecidamente forte. E, com o apoio total de uma Nação sedenta em ver a sua Selecção na fase final, podemos fazer um brilharete.

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