Jornal dos Desportos

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Opinio

A pensar no Afrobasket

26 de Março, 2017
Depois de ter falhado a conquista do título em 2015, a favor da Nigéria , Angola procura em primeiro lugar garantir a qualificação para, posteriormente, tentar resgatar novamente o \"anel\" continental.

Com uma nova direcção na Federação Angolana de Basquetebol, liderada por Hélder Cruz \"Maneda\" e uma nova equipa técnica, sob comando de Manuel Silva \"Gi\", espera-se que se inaugure uma nova era na Selecção Nacional, visando a defesa do título por muito mais anos, como já aconteceu num passado recente.

Apesar de se estar a seis meses da prova principal, os jogos neste torneio de qualificação vão servir para a equipa técnica nacional ter uma visão do grupo de trabalho e assim poder corrigir tudo aquilo que for necessário por forma a obter uma equipa homogénea e bastante competitiva para o grande compromisso que é o campeonato africano.

Em princípio o combinado nacional não terá grandes dificuldades para se qualificar à fase final do Afrobasket do Congo Brazzaville, a julgar pelas palavras do seleccionador na véspera do início deste torneio de qualificação. \"Penso, que os meus jogadores estão preparados, para encarar de forma objectiva esta competição. Pelo potencial que a selecção ostenta a nível do continente africano e não só, Angola acaba por ser a principal favorita à conquista do passe de acesso à fase final do Afrobasket, respeita como é evidente, os demais adversários\", disse.

Para a prova que decorre nesta altura em Lusaka (Zâmbia), a Selecção Nacional levou uma mescla de veterania e juventude, que conforma um grupo bastante optimista e determinado a fazer aquilo que lhe compete, enquanto detentor do maior número de títulos no continente, o que à partida lhe confere algum favoritismo nos jogos que vai disputar.

Temos fé que quer a equipa técnica, quer os jogadores seleccionados esbanjam confiança quanto baste para atingir o objectivo a que se propõe. Depois do desaire de 2011, em Antananarivo, Angola foi capaz, dois anos mais tarde (2013), na Costa do Marfim, de recuperar o título perdido para a Tunísia.

Dois anos depois, em 2015, na Tunísia, voltamos a deixar escapar o \"anel\" continental desta feita para a Nigéria. Agora volta a chegar o momento de uma vez mais darmos uma resposta eficaz e mostrar que apesar de tudo ainda é o nosso basquetebol o melhor em África.

É verdade que por enquanto o objectivo deve estar focado na prova que decorre em Lusaka. Mas fazer o trabalho de casa, com alguma antecedência, também pode prevenir eventuais surpresas desagradáveis.

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