Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A primeira "chicotada"

18 de Fevereiro, 2015
Nos últimos anos o Girabola tem conhecido alguns dossiers esquisitos. Em 2012, o técnico Zeca Amaral levou o Recreativo do Libolo ao título, e foi despedido. Em 2014, Miller Gomes foi campeão pelo Recreativo do Libolo e quando se esperava que pudesse continuar no cargo, foi também despedido.

Em 2013, José Dinis substitui no cargo Zeca Amaral e, contrariando todas as previsões, abandonou o barco em pleno estágio, em Portugal. Henrique Calisto foi contratado às pressas pela direcção do Recreativo do Libolo, mas também não acabou a temporada. Face aos maus resultados foi rendido por Miller Gomes. Este ano, depois de apenas um jogo sob seu comando, Bernardino Pedroto, contratado no final de 2014, demitiu-se do comando do Recreativo da Caála.

Razões de ordem familiar estão na origem do termino do vínculo contratual do técnico com a equipa do planalto central. A saída do técnico vai trazer muitos embaraços aos propósitos traçados pela direcção do único representante do planalto central na maior prova do calendário futebolístico do país. O actual plantel do Caála gira em torno daquilo que foi projectado por Pedroto, treinador que mais títulos conquistou em Angola e que rubricou um contrato válido por três anos.

As verdadeiras razões que estiveram na origem do divórcio, não foram esclarecidos. Muito embora a direcção do Recreativo da Caála tenha feito menção do termino do vínculo contratual em comunicado enviado à imprensa, nada impede que possa haver outras razões, que podem ser apenas desvendadas pelo técnico. Enquanto Pedroto não se pronunciar as dúvidas vão manter-se. E há motivos para isso, porque a equipa presidida por Horácio Mosquito é useira no despedimento de treinadores.

Bernardino Pedroto é o sexto técnico português a virar as costas ao clube do Huambo, desde que ascendeu à fina flor do futebol nacional. Jorge Paixão (2009), Rui Gregório (2010), Vitor Manuel (2011), Luís Aires (2012), Ricardo Formosinho (2013) e Vaz Pinto (2014) formam o leque de treinadores despedidos no consulado de Horácio Mosquito, antes de Pedroto. Um por temporada, segundo as estatísticas.

O mais insólito aconteceu na temporada de 2010, quando a equipa era dirigida pelo angolano David Dias. Horácio Mosquito despediu David Dias quando a equipa lutava pelo título. Tinha tudo para o fazer mas contentou-se com o segundo lugar, com o mesmo número de pontos do campeão, na altura o Interclube.

Quer queiram quer não, há motivos suficientes para desconfiarmos do "dossier Bernardino Pedroto", assim como Zeca Amaral (2012) e Miller Gomes (2014) abandonaram o Recreativo do Libolo, depois de se sagrarem campeões nacionais.

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