Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

procura dos "quartos"

15 de Dezembro, 2013
Depois de uma campanha aceitável na primeira fase, o “sete” nacional tenta hoje lutar por um lugar nos quartos-de-final, já que a partir deste dia entra-se na fase do “mata/mata”, como soe dizer-se nas eliminatórias directas. À partida, as campeãs africanas não têm uma tarefa fácil e a presença na outra fase é vista como um objectivo com um elevado grau de dificuldade.

Os adversários mais acessíveis foram a Argentina e o Paraguai, os quais o combinado nacional derrotou na primeira fase, garantindo a qualificação para os oitavos-de-final.

O seleccionador nacional, Vivaldo Eduardo, está satisfeito com os resultados do trabalho desenvolvido até ao momento, com as novas atletas a corresponderem à expectativa da equipa técnica, apesar de nem tudo ter saído como se esperava, sendo uma situação normal para o grupo de atletas que fez a sua estreia na mais alta-roda do andebol mundial.

Depois das duas vitórias iniciais, a expectativa era de que a Selecção Nacional pudesse voltar a surpreender nos jogos subsequentes, designadamente frente à Polónia, Noruega e Espanha, não obstante as três selecções estarem melhor posicionadas no ranking mundial. Apesar de ter dado muita luta, Angola não conseguiu contrariar os intentos das suas adversárias.

Nem sempre querer é poder e o sonho angolano pode terminar muito antes do esperado. Hoje, diante da Alemanha, definimos a nossa sorte na prova. Apesar de actuações com acentuado nível competitivo, as pupilas de Vivaldo Eduardo denunciaram nos jogos anteriores falta de maturidade, que se explica pela renovação que a selecção está a sofrer para acautelar o futuro.

A presença nos oitavos-de-final permite continuar a sonhar com os objectivos traçados pela direcção da federação: chegar aos quartos ou, na pior das hipóteses, melhorar o 11º lugar alcançado no Brasil, há dois anos. Ou seja, se vencermos hoje a Alemanha podemos ficar entre as oito melhores do mundo, se perdermos, temos ainda a possibilidade de lutar para ficar entre o nono e o décimo lugar e assim superar a classificação passada.

A ideia é não deixar escapar uma das duas alternativas, pois pelo que está a fazer Angola já merece figurar entre as oito melhores do mundo. Com um pouco mais de investimento é possível chegar lá e a direcção de Pedro Godinho tem consciência disso. À distância, o público continua de mãos dadas com a nossa selecção e hoje vai voltar a fazer a corrente de fé para que no final tudo corra a contento.

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