Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A programao da FAF

16 de Dezembro, 2013
A Federao Angolana de Futebol esteve reunida recentemente em assembleia-geral para debater vrias questes em torno do actual estado do futebol nacional, durante a qual discutiu com os seus associados e demais agentes do futebol nacional, entre outros temas, a programao para a prxima temporada futebolstica. A ideia do conclave, na altura, era o de analisar, debater e solucionar muitos dos problemas que afligem a modalidade. Apesar de no final do conclave se ter expressado a valia da abordagem dos assuntos em discusso na agenda, nem tudo ter ficado equacionado. O badalado tema da programao do Girabola, ao que parece, voltou a no merecer a abordagem profunda de que tanto precisa, a julgar pelas declaraes proferidas pelo tcnico do Recreativo do Libolo, Miller Gomes, em entrevista no sbado a este jornal. Apesar de na prxima temporada a sua equipa estar fora das provas sob a gide da Confederao Africana de Futebol (CAF), o treinador da equipa do Kwanza-Sul entende que a programao da maior competio do futebol nacional, Girabola, continua a prejudicar os clubes com a responsabilidade de representar o pas, quer nas eliminatrias de acesso fase de grupos da Liga dos Campees, quer nas eliminatrias de acesso fase de grupos da Taa da Confederao, cujos representantes so o Kabuscorp do Palanca e 1 de Agosto, na primeira prova, e Petro de Luanda e Desportivo da Hula, na segunda. Miller Gomes advoga a necessidade de encurtar a pr-poca, de modo a possibilitar mais jogos aos atletas, para que possam aparecer no incio de poca mais activos. As equipas classificadas para as competies africanas precisam de estar em pleno para as eliminatrias, e evitar que depois surjam as reclamaes dos treinadores. Esta situao no tem a ver apenas com o facto de no haver competio inicial, antes das competies africanas, mas principalmente pelo facto dos jogadores chegarem com uma forma muito baixa, e a pr-temporada servir apenas para dar bases a estes jogadores, justificou. A reclamao do treinador do Recreativo do Libolo no algo de novo, pois o problema levantado quase sempre no incio de cada temporada e, sobretudo, quando os embaixadores angolanos so mal sucedidos nas provas da CAF. Os associados da FAF, e os clubes de forma muito particular, perderam uma soberana oportunidade de se pronunciar em frum prprio sobre este dilema, que afecta seriamente o futebol nacional e que tem, a posteriori, reflexos igualmente a nvel da Seleco Nacional. O Conselho Tcnico o rgo responsvel pela programao, mas os clubes, como principais interessados, no podem continuar apenas a reclamar aos quatro ventos. preciso pressionarem para fazerem valer os seus direitos, de modo a que os avultados investimentos que fazem tenham retorno, atravs de um desempenho eficaz em todas as provas nas quais competem.

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