Jornal dos Desportos

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Opinio

quarta foi de vez

20 de Outubro, 2014
O 1º de Agosto conquistou sábado, em Tunis, a Taça dos Clubes Campeões Africanos Séniores Feminino de Andebol, ao vencer na final o Petro de Luanda, por 27-25. Numa reedição da final anterior, as militares superiorizaram-se e destronaram a equipa do eixo-viário, naquele que é o primeiro título africano do conjunto do Rio Seco.Foi a quarta final entre as duas equipas nos últimos cinco anos. Depois de três tentativas frustradas, à quarta foi de vez. Foi um triunfo que vem compensar os investimentos feitos pela direcção do 1º de Agosto, no andebol feminino ao longo dos últimos anos. A contratação do técnico Viktor Tchikoulaev não foi em vão. A aposta estava centrada na conquista do título continental, depois do fracasso na temporada passada.

A aposta foi acertada, pelo que a conquista do título veio confirmar que não foi em vão a contratação do técnico. O título africano junta-se ao título nacional.Desde que chegou ao nosso país, Viktor Tchikoulaev tem lançado uma mensagem positiva. Uma mensagem de muito trabalho, perseverança, de muita competência, aspectos que foram determinantes para destronar um Petro, que na última década, tem demonstrado um poder que jamais alguém ousou colocar em causa. Os 19 títulos africanos conquistados, 17 dos quais consecutivos, falam por si.

Quis o destino, que fosse a cidade de Tunis onde as petrolíferas acabaram destronadas do título. Por sinal, a cidade onde a equipa do eixo-viário conquistou o seu primeiro título africano. Foi em 1993. De lá para cá, apenas três equipas se intrometeram na sua caminhada vitoriosa. Etoile do Congo em 1994, o África Sport dos Camarões em 1996, e este ano o 1º de Agosto.Como se previa, as petrolíferas entraram em campo como as grandes favoritas. Nem mesmo o título nacional conquistado há um mês atrás, pelo 1º de Agosto, lhe retirava o estatuto de candidatas. Aliás, o ano passado, aconteceu a mesma coisa. O 1º de Agosto foi campeão nacional, mas baqueou na final da competição continental.

Este ano as coisas foram diferentes. O estatuto de candidatas de nada serviu as petrolíferas, já que as militares, este ano moldadas a Tchikoulaev entraram dispostas a provar que não há jogos iguais. Que há sempre uma primeira vez. E aconteceu. Venceram o jogo e conquistaram o título continental pela primeira vez, para satisfação das suas jogadores e insatisfação das petrolíferas.“Penso que foi uma vitória justa. As minhas atletas estão de parabéns pelo trabalho que fizeram, não só no jogo de hoje (sábado), mas durante toda a competição”, disse Viktor Tchikoulaev, no final do jogo.As vitórias e as derrotas fazem parte do desporto. A perda do título não vem manchar em nada o que foi conquistado no Continente pelo Petro, até ao momento. Erguer a cabeça e procurar recuperar no próximo ano o título perdido. Este deve ser o pensamento.

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