Jornal dos Desportos

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Opinio

A queda do ASA

06 de Novembro, 2017
O Atlético Sport Aviação-ASA desceu de divisão. Por outras palavras integra o trio de equipas que acabaram despromovidas do campeonato nacional da primeira divisão no desfecho das suas 30 jornadas, como consequências de uma prestação medíocre, que não bastou para uma pontuação ao nível daquela que se exige para que os concorrentes possam se manter na competição.
Nesta hora de recolha da louça, após o reconfortante repasto, diz-se tudo mais alguma coisa. Lamenta-se a sorte da turma aviadora, afinal aquela que, a par do 1º de Agosto ostentava até aqui o estatuto de totalista. Ou seja, equipa que desde a primeira edição do campeonato primou sempre pela presença ao contrário de outras equipas que em algumas ocasiões já desceram de divisão.
Na verdade, é algo confrangedor quando uma equipa com um rico historial no desporto angolano, no futebol particularmente caiu de forma inglória. Não é coisa que deve ser encarado com normalidade, porque dá sempre lugar a leituras desencontradas entre gente que vive o futebol independentemente das suas convicções clubísticos.
Mas por outro lado não se pode encarar o ocorrido como coisa de outra galáxia. O Asa é uma equipa como qualquer outra, que envolvendo-se numa competição sujeitava-se as implicâncias desta. Pois tanto podia ser campeã, segunda, terceira, quarta, quinta classificada, como última da tabela. Por isso, não é sensata a tese de que como equipa tradicional não devia descer de divisão. Então que merece descer?
O Asa desceu de divisão porque não foi superior às outras equipas que estiveram na prova. Superiorizou-se apenas ao Santa Rita de Cássia. Dai que a sua despromoção não deve dar lugar a lamúrias, mesmo que clubisticamente falando nos identifiquemos com ele. Não jogou o suficiente para continuar na primeira divisão, deve seguir para o escalão inferior.
Aliás, quanto a esta equipa, podíamos dizer, sem más intenções, que se nosso futebol imperasse a verdade desportiva, não é hoje que os adeptos aviadores estariam a chorar a queda da sua equipa. Já o teriam feito há alguma edições. Estamos pois recordados de situações que sacrificaram outras equipas em sua defesa. O Porcelana do Cuanza Norte que o diga.
Quando se tem dificuldade no escalão principal ! às vezes é aconselhável descer para um escalão compatível ao nosso nível. Aí podemos nos preparar melhor e amanhã voltar com outra maturidade competitiva. Noventa porcento das equipas do Girabola já espreitaram a segunda divisão, e estão aí, firmes e competitivas, como é por exemplo o caso do Progresso, Sagrada Esperança e do 1º de Maio para só citar estas. Portanto, esta despromoção não traduz o fim do Asa.

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