Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A revalidao do ttulo

03 de Novembro, 2017
\"(...) os primeiros cinco ou seis jogos serão muito importantes para nós, pois não podemos claudicar nestes primeiros cinco ou seis jogos. Aí é onde nós podemos começar a definir, se podemos ganhar o campeonato ou não\".

Estas palavras foram proferidas por Ivo Traça, treinador-adjunto do 1º de Agosto, quando fazia o balanço da primeira volta do Girabola Zap e a projecção da segunda.

O técnico militar teria condicionado a revalidação do título a eventuais resultados positivos nas primeiras cinco/seis jornadas do campeonato. Parece que este \"mind game\" (jogo psicológico) funcionou bem no seio do plantel, que após ter visto o principal adversário a terminar à frente da liderança, com mais um ponto (34-33), viu a necessidade de traçar juntamente com a equipa técnica a estratégia para atacar da melhor maneira a segunda volta.

Na verdade, a segunda volta foi determinante para a equipa do Rio Seco, que soube tirar proveito de algumas situações para melhor projectar a revalidação, já que o Petro de Luanda parecia ter o controlo da situação, com o bom momento desportivo em que se encontrava e a grande motivação depois de terminar a primeira volta na liderança.

Com possibilidade de adiar os jogos a partir de determinada jornada, em virtude de ter dispensado à Selecção Nacional mais de dois jogadores, o 1º de Agosto decidiu, por conta e risco do seu treinador, Dragan Jovic, jogar sem algumas das suas influentes peças, caso de Dany Massunguna, Nelson Luz, Natael e Schow, que se encontravam ao serviço dos Palancas Negras, na altura.

Apesar de ter começado logo com um empate (0-0, na 17ª jornada) frente ao Recreativo da Caála, nesta série de jogos que poderia adiar, a equipa militar nem por isso se abalou. Manteve a calma e voltou aos triunfos na ronda seguinte (2-1, diante do 1º de Maio), embora tenha claudicado de novo na 19ª quando se deslocou ao Lobito, onde não foi para além de um empate (1-1).

Apenas nas duas últimas das seis primeiras jornadas da segunda volta, ou seja, na 20ª e 21ª rondas, os militares conseguiram engrenar e empreender a marcha triunfal rumo à revalidação do título que aconteceu no último domingo quando derrotaram os aviadores.

O Petro de Luanda, principal opositor, com o mesmo número de jogos em atraso e com bastas possibilidades de reassumir a liderança de forma isolada, após o compromisso da Selecção Nacional, não foi capaz de aproveitar os solavancos que teve o arqui-rival, desperdiçando a \"oportunidade\" que os Palancas lhe tinha criado.

Por tudo isso, não há qualquer dúvida em afirmar que os militares são os justos campeões nacionais.

Estas palavras foram proferidas por Ivo Traça, treinador-adjunto do 1º de Agosto, quando fazia o balanço da primeira volta do Girabola Zap e a projecção da segunda.

O técnico militar teria condicionado a revalidação do título a eventuais resultados positivos nas primeiras cinco/seis jornadas do campeonato. Parece que este \"mind game\" (jogo psicológico) funcionou bem no seio do plantel, que após ter visto o principal adversário a terminar à frente da liderança, com mais um ponto (34-33), viu a necessidade de traçar juntamente com a equipa técnica a estratégia para atacar da melhor maneira a segunda volta.

Na verdade, a segunda volta foi determinante para a equipa do Rio Seco, que soube tirar proveito de algumas situações para melhor projectar a revalidação, já que o Petro de Luanda parecia ter o controlo da situação, com o bom momento desportivo em que se encontrava e a grande motivação depois de terminar a primeira volta na liderança.

Com possibilidade de adiar os jogos a partir de determinada jornada, em virtude de ter dispensado à Selecção Nacional mais de dois jogadores, o 1º de Agosto decidiu, por conta e risco do seu treinador, Dragan Jovic, jogar sem algumas das suas influentes peças, caso de Dany Massunguna, Nelson Luz, Natael e Schow, que se encontravam ao serviço dos Palancas Negras, na altura.

Apesar de ter começado logo com um empate (0-0, na 17ª jornada) frente ao Recreativo da Caála, nesta série de jogos que poderia adiar, a equipa militar nem por isso se abalou. Manteve a calma e voltou aos triunfos na ronda seguinte (2-1, diante do 1º de Maio), embora tenha claudicado de novo na 19ª quando se deslocou ao Lobito, onde não foi para além de um empate (1-1).

Apenas nas duas últimas das seis primeiras jornadas da segunda volta, ou seja, na 20ª e 21ª rondas, os militares conseguiram engrenar e empreender a marcha triunfal rumo à revalidação do título que aconteceu no último domingo quando derrotaram os aviadores.

O Petro de Luanda, principal opositor, com o mesmo número de jogos em atraso e com bastas possibilidades de reassumir a liderança de forma isolada, após o compromisso da Selecção Nacional, não foi capaz de aproveitar os solavancos que teve o arqui-rival, desperdiçando a \"oportunidade\" que os Palancas lhe tinha criado.

Por tudo isso, não há qualquer dúvida em afirmar que os militares são os justos campeões nacionais.

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