Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A situao do Unio

07 de Julho, 2014
Pouco a pouco gora-se a esperança dos adeptos uigenses quanto à permanência da sua equipa, o União Sport do Uíge, na maior prova do futebol nacional, o Girabola.A caminhada da equipa continua muito abaixo das expectativas iniciais. As projecções gerais indicavam, no mínimo, a luta pela manutenção, nesta primeira participação do conjunto entre a fina-flor do futebol nacional.

Era lícito pensar-se dessa forma, porque as exigências de uma prova como o Girabola, na qual as necessidades logísticas são altas, para além da componente financeira que exige dos clubes um alto jogo de cintura constante, para lá do desgaste físico a que os jogadores estão sujeitos, em função do número de jogo e de uma temporada longa, são diferentes da realidade vivida no segundo escalão.

De facto, as dificuldades por que os clubes que ascendem de divisão passam começam, exactamente, na dificuldade que têm em adoptar uma outra mentalidade a todos os níveis, a começar pela competitiva até terminar na gestão dos recursos que têm ao seu dispor.O União Sport do Uíge representava (e ainda representa) o desejo de milhares de adeptos das terras do café terem, novamente, um emblema seu entre as equipas mais competitivas do país.O clube não participa no Girabola para ganhar experiência, porque o maior campeonato do país não é, seguramente, para isso.Quem sobe ao Girabola tem de ter argumentos para mostrar que tem estaleca para permanecer entre os grandes do futebol, e nunca em busca de experiência.

A situação do clube, em termos de resultados é a cada dia que passa mais tenebrosa, pelo que não se vislumbra luz no fundo do túnel, tal como era pretensão dos técnicos e jogadores.O clube começou a segunda volta tal como tinha começado o campeonato, com derrota, e já vão duas consecutivas nas duas primeira rondas da fase derradeira da prova, o que espelha bem o quão complicada está a situação da equipa.

A troca de treinadores tarda em surtir efeito, e isso é o outro lado das chicotadas psicológicas, que nem sempre solucionam o problema de maus resultados e de fraco poderio competitivo das equipas, pelo que não é ético que se ponha em causa a competência dos treinadores que têm a ingrata missão de apagar "fogos", porquanto amiúde encontram equipas com índices de confiança muito baixos, com jogadores pouco habituados a ganhar e, mais do que isso, muitas vezes com alguns problemas extracampo por resolver no seu dia-a-dia.

Há muito sem sentir o sabor de uma vitória, a União do Uíge defrauda os que acreditam na equipa, ao mesmo tempo que começa a adiar o sonho dos locais de terem no Girabola uma equipa grande, com verdadeiros artistas da bola, igual ao que sucedeu em tempos idos, quando os Construtores e o Futebol Clube do Uíge deram cartas em muitos campos do país.

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