Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A taa de Abidjan

12 de Setembro, 2013
Não seria claramente de um dia para o outro que ficaria diminuída a emoção e o orgulho de milhares e milhares de angolanos em face da conquista, pela Selecção Nacional de Basquetebol, do décimo primeiro título africano, no campeonato que decorreu de 20 a 31 de Agosto na Costa do Marfim.

Afinal, duas semanas depois de a selecção ter desembarcado no país e sido recebida com a pompa e circunstância que pudemos testemunhar, continua a ser objecto de carinho de todos que com ela sofreram nos momentos de aperto e vibraram de alegria nos outros momentos em que houve razões para tal.

Embora a calorosa recepção com que foram brindados em Luanda tenha realçado o espírito nacional por parte dos numerosos adeptos, em representação do país inteiro, há agentes desportivos provinciais que pedem que os campeões africanos se desloquem a outras regiões do país para receberem as homenagens que merecem.

Esta intenção é legítima, pois já houve ocasiões em que a selecção venceu o campeonato fora e à chegada ao país foi igualmente recebida apoteoticamente em algumas províncias, particularmente naquelas com maior tradição desportiva. No fundo, o que se pretende é manter a tradição.

Talvez não seja exigir demais. Entendemos ser a forma mais legítima de partilhar as emoções, tomar as nossas conquistas como um bem colectivo, tal como de todos nós seria a desdita caso as coisas tivessem corrido ao inverso. E mais: algumas províncias haviam sido eleitas para o lançamento da campanha de preparação da equipa.

Logo, há toda a razão de retribuir o carinho recebido do público destas províncias, que na altura ofereceu a sua simpatia e acreditou que a selecção seria capaz de, mais uma vez, representar condignamente o país e regressar de ouro ao peito, fossem quais fossem as adversidades que encontrasse no terreno.

Por isso, a festa do 11º título africano devia estender-se por mais alguns dias. Nas redacções, por exemplo, as mensagens de felicitação de entidades colectivas e singulares choveram a cântaros e até cartas de leitores com sugestões sobre aquilo que devem merecer os integrantes da equipa como recompensa da sua prestação e do feito alcançado.

Aliás, enorme foi a expectativa dos angolanos, depois de ter visto em 2011 o título escapar para a Tunísia não cairam em dasânimo e foram acreditando que era possível trabalhar para o seu resgate. E foi de facto o que aconteceu. O governo fez a sua parte proporcionando condições básicas e essenciais, a federação cumpriu com a sua obrigação e no terreno os atletas trataram de dar o toque final.

Por tudo isso, acabou por ser um título dificil, se comparado com os moutros cinco anteriores que foram alcançado de forma sucessiva, numa clara demonstração de hemonia e competência competitiva.

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