Jornal dos Desportos

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Opinio

A Taa na ordem do dia

06 de Agosto, 2017
A edição deste ano da Taça de Angola em futebol, regista hoje mais um capitulo, quando entrarem em cena algumas equipas grandes do Girabola que desfilam em alguns recintos do interior do país, o que equivale dizer que onde essas equipas desfilarem, há certamente festa rija do futebol.

A Taça de Angola é a competição futebolística do país que tem dimensão verdadeiramente nacional. Para algumas equipas e jogadores, os resultados nesta competição nem sempre é o mais importante, porquanto, para muitos, defrontarem jogadores de outro gabarito e equipas com um outro futebol é uma aposta ganha.

Ainda assim, é legítimo que haja equipas e jogadores que queiram fazer história, contrariando prognósticos. Por exemplo, o campeão, 1º de Agosto, vai ao sul do país defrontar o Kafalango do Cunene, um grande desconhecido para todos os efeitos, porém, que espera sair do anonimato eliminando os militares. Algo que está fora das cogitações gerais, mas que não pode ser enquadrado nas \"missões impossíveis\", se atendermos que o futebol é sempre fértil em surpresas.

Defrontar um histórico do futebol nacional é para a turma do Cunene um grande feito, porque não acontece todos os dias e nem está ao alcance de qualquer, que só acontece quando o espírito da taça fala mais alto.

E, isso, tanto é motivador como pode criar um sentimento de inibição, e mesmo até um certo complexo de inferioridade pelo peso dos jogadores que estão do outro lado.

Na Taça, amiúde, atletas cumprem sonhos antigos ao defrontarem ídolos ou jogadores com os quais se inspiram no seu dia-a-dia, enquanto os adeptos podem deliciar-se com futebol de primeira água, dado que não é todos os dias que têm a oportunidade de verem o campeão nacional desfilar diante dos seus olhos.

De resto, a Taça tem também os seus encargos financeiros, que não estão ao alcance de todos, daí, as desistências que se observam, como foi o caso da formação da Lunda- Sul que colocou o ASA na fase seguinte, após anunciar a retirada por falta de dinheiro para suportar a competição.

Uma situação que pode ser seguida por outras, na mesma direcção, principalmente, da parte de equipas do escalão secundário que disputam os 16 avos -de -final, e que não devem ter a pedalada financeira para continuar, mesmo que consigam bons resultados, agora.

A continuidade depende, pois, da forma como os respectivos cofres estarão nesta altura.

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