Jornal dos Desportos

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Opinio

Abertura da nova poca

04 de Fevereiro, 2014
O Estádio 11 de Novembro testemunha hoje a abertura oficial da nova época futebolística. O Kabuscorp, campeão nacional, e o Petro de Luanda, vencedor da Taça de Angola, decidem na catedral do futebol nacional o destino da Supertaça, o primeiro troféu da época 2014. Vaticinar um favorito é à primeira vista um fardo pesado, face à característica da competição. Encontrar num vencedor num único jogo não é tarefa fácil, daí a dificuldade em vaticinar um vencedor.

As duas equipas partem com um único objectivo: levantar o troféu depois dos 90 minutos ou do prolongamento ou ainda depois da marcação das grandes penalidades. Hoje tem de haver um vencedor, seja de que maneira for. As duas equipas realizaram os seus estágios pré-competitivos no exterior, pelo que estão em prontidão e aptas a darem o seu melhor para alcançar os objectivos delineados: levantar o troféu.

O Kabuscorp, à primeira vista, leva vantagem em relação a equipa do eixo viário. Mantém o mesmo treinador da época passada e reforçou-se com jogadores de alto nível. O Petro, por seu turno, tem um novo treinador. E embora tenha convivido cerca de duas semanas com os jogadores, durante o estágio na África do Sul, não tem ainda uma percepção global da equipa.

É verdade que este factor pode não pesar no rendimento da equipa petrolífera. Aliás, o técnico do Kabuscorp, o búlgaro Edouard Antranik, chegou, viu e venceu. Foi campeão na sua estreia em Angola. Situação que pode perfeitamente dar-se com o brasileiro Alexandre Grasseli. Aliás, a equipa do eixo viário sempre teve sucesso com técnicos oriundos do Brasil.

O jogo é considerado de alto risco, pela envergadura do mesmo, aliado ao facto de ter de haver um vencedor no final. Este facto levou a FAF a reunir-se com responsáveis das duas equipas, pedindo-lhes que apelem aos seus adeptos uma maior noção de responsabilidade. O SG do órgão reitor do futebol nacional, Cardoso Lima, disse que com esta reunião tem a certeza que os dois clubes vão acatar as orientações das forças da ordem.

“A partir de agora, nas reuniões técnicas da FAF para partidas oficiais, por nós organizadas, os responsáveis das claques vão participar, no sentido de haver mais interacção e evitar práticas anti-sociais, fora e dentro dos estádios, de forma a sair a ganhar a modalidade com a adesão de mais adeptos.”

Os dados estão lançados. Os amantes do desporto-rei esperam que a época seja aberta em grande e que no final dos 90 minutos o vencedor seja, de facto, a equipa que melhor se notabilizar ao longo da partida. Que a arbitragem não tenha qualquer influência e que os adeptos das duas equipas reajam com fair-play ao resultado final.

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