Jornal dos Desportos

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Opinio

Abertura de poca

07 de Fevereiro, 2016
Certamente para abrir as hostilidades esperava-se por um daqueles "trumunus" que arrastam multidões, entre os maiores emblemas do nosso futebol. Mas como regras são regras e devem ser cumpridas, o Recreativo do Libolo e o FC Bravos de Maquis têm hoje a incumbência de dar o pontapé de saída da época futebolística nacional, com o jogo da Supertaça.

Trata-se de uma partida que está reservada ao campeão nacional, a equipa do Cuanza Sul que venceu o Girabola 2015, e o vencedor da Taça de Angola, o representante da província do Moxico que no último campeonato nacional não evitou a despromoção à segunda divisão nacional.

É com estas duas equipas que na última época terminaram em pólos diametralmente opostos, que se dão as boas-vindas à nova época do futebol nacional, que se augura mais competitiva depois da chegada de um patrocinador oficial para a principal competição interna, o Girabola.

Apesar do desequilíbrio entre os dois contendores, dadas as condições materiais e o plantel que cada dispõe, espera-se por um jogo em que impera a competitividade e a qualidade futebolística, dois requisitos de fundo para que tenhamos uma partida emotiva do princípio ao fim, ou seja, durante o tempo regulamentar e mais aquele que for necessário para encontrar-se o vencedor.

À partida, o campeão é o grande favorito à conquista do primeiro troféu da época. Depois de bisar o título em 2014 e 2015, a equipa de Calulo não aspira outro objectivo que não o de abrir o ano com o pé direito e conquistar o seu primeiro troféu da época. Regressado há dias de Portugal onde organizou o seu estágio de pré-época, o campeão nacional vai aproveitar a oportunidade para exibir o plantel com que conta defender o título conquistado no ano passado, ante uma concorrência que se preparou e se reforçou para o desalojar do pódio máximo.

João Paulo Costa, o timoneiro dos campeões nacionais, mantém-se à frente da equipa e conta com a espinha dorsal do grupo que conquistou o troféu do Girabola anterior. Este ano vai procurar cumprir uma vez mais o seu papel e justificar a confiança da direcção do clube.

O FC Bravos do Maquis, mesmo com o revés sofrido e com a saída de vários jogadores, em função das dificuldades financeiras que assolam a agremiação desde o ano passado, está disposto a jogar e lutar pela honra.
Apesar de não ter conseguido ficar entre a fina-flor do futebol nacional, a equipa maquisarde espera fazer surpresa, tal como fez na final da Taça de Angola em que eliminou o Sagrada Esperança e conseguiu a qualificação para a Taça da Confederação, prova na qual não vai competir pelas mesmas dificuldades.
A equipa do Moxico não quer apenas cumprir calendário, quer jogar também para conquistar o primeiro troféu da época. O técnico Mariano Júlio sabe que a empreitada não vai ser fácil, porém, acredita na rapaziada e diz possuir alguns trunfos. A ver vamos.

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