Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Acabar com os boicotes

23 de Setembro, 2014
O anúncio de um eventual. boicote de alguns clubes aos trabalhos da Selecção Nacional de Sub-17 que prepara o jogo decisivo no apuramento ao CAN da categoria do próximo ano, em que tem como adversário o campeão em título, Costa do Marfim, deve ser encarado pelo órgão reitor do futebol nacional com a mais profunda seriedade, com as medidas que se impuserem.

Os nossos jovens defendem as cores do país e, como tal, merecem o respeito e o apoio necessário de todos os agentes envolvidos, desde a Federação de Futebol aos clubes onde os atletas estão vinculados e desenvolvem a sua actividade.Apoiar a Selecção Nacional é uma atitude patriótica porque a equipa nacional é de todos nós, e os seus interesses sobrepõem-se sempre aos dos clubes, pelo que não se compreende a posição de alguns destes mesmos clubes em arranjarem artimanhas para não cederem em devido tempo os jogadores convocados para os trabalhos da selecção, alegadamente por colocarem em primeiro lugar a sua participação na competição interna do referido escalão.

O jogo contra a Costa do Marfim realiza-se já neste domingo, e a selecção não pode trabalhar reduzida ou mesmo adiar sessões de treinos pela ausência de jogadores, quando se sabe que todas as sessões devem ser aproveitadas para maximizar o trabalho do conjunto.De acordo com que o Jornal dos Desportos apurou, essa resistência de alguns clubes luandenses não é de agora e já aconteceu, também, com a Selecção Nacional de Sub-15 que competiu nos Jogos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa disputados em Julho passado em Luanda, em que o clube Petro Atlético de Luanda é acusado de não ter cedido qualquer jogador, mesmo após as convocatórias terem sido entregues atempadamente no clube.

Uma posição lamentável que no momento próprio devia ter sido levada a peito pelo órgão reitor, para se evitarem comportamentos a que hoje se assiste em véspera de um jogo decisivo para as aspirações do país marcar presença na fase final de um CAN. No meio de todos esses problemas não deixa de ser reconfortante a posição tomada pelo 1º de Agosto, clube mais representado na selecção de sub-17 que, na voz do seu treinador, assegura que os seus atletas convocados para a selecção têm estado presentes em todas as sessões dos comandados do técnico André Nzuzi, trabalhando na equipa nacional e servindo o clube em dias de jogo.

O combinado angolano empatou a um golo, nos Coqueiros, na primeira mão, e tem agora noventa minutos para conseguir um resultado melhor em casa do adversário, para regressar à elite do futebol continental, o que não acontece desde o ano de 1999, quando participou no "Africano" que o Botswana organizou.

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