Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Aces de desenvolvimento

29 de Março, 2015
Esforços devem ser desenvolvidos que façam com que a expressão do desporto angolano não se resuma a modalidades de elite, como o futebol, basquetebol e andebol, aquelas que, na verdade, ostentam maior visibilidade competitiva. É importante. Angola já foi potencialmente forte no sector desportivo e pensamos que pode resgatar esta mística.

Na década de 80, apesar da crítica situação da época, Angola chegou a ser uma base de desenvolvimento desportivo a nível da África Central. Até hoje, poucos saberão explicar as razões de tão grande adesão desportiva numa altura em que o país sofria uma agressão externa.

Nesse período a que fazemos referência quase todas as disciplinas desportivas se colocavam em pé de igualdade em termos da mobilização da população praticante, políticas de massificação e mesmo em termos de conquistas no plano competitivo.

Claro está que havia sempre aquelas que suplantavam, em índices percentuais, as outras, o que é próprio e aceitável. O futebol é mesmo o desporto das massas e o basquetebol segue-lhe a peugada, embora em termos de conquistas seja o basquetebol a primeira. A seguir vêm outras modalidades.

Hoje notamos que muitos desportos que outrora tinham espaço conquistado ficaram quase sem expressão. Por um lado, por falta de impulsionadores, por outro, por falta de patrocinadores. E sendo assim, vai-se ficando apenas com aqueles que, à sua maneira, conseguem resistir à custa de algumas acções isoladas.
É gratificante, por tudo isso, a aparição, do pé para a mão, de agentes a impulsionarem este ou aquele desporto, muitas vezes empregando meios próprios, sem qualquer preocupação com o retorno, fazendo-o apenas por amor à modalidade e algum espírito de empreendedorismo.

Os exemplos disto abundam. O futebol feminino, por exemplo, só existe porque há aí uma meia dúzia de pessoas, bem identificadas, que o promovem e incentivam, apesar de reconhecermos que também já não tem aquela vitalidade de há alguns anos atrás, quando em todos os fins-de-semana tínhamos o privilégio de ver as nossas senhoras desfilar talento nos campos de Luanda.

Serve tudo isso para vestir de razão todos aqueles que em debates públicos, televisivos ou radiofónicos sempre souberam assumir-se a favor de políticas voltadas para o relançamento do desporto escolar ou desporto nas escolas, sem dúvida uma verdadeira rampa de lançamento para o desporto.

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