Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Acreditamos nos Palancas

15 de Outubro, 2018
Depois de uma exibição deslumbrante diante da Mauritânia, que acabou, em última instância, por infundir a sensação de os Palancas estarem reencontrados, nada se espera no jogo de amanhã, com o mesmo adversário, senão a confirmação do seu ascendente de forma. É lógico que actuar em terreno alheio, não é o mesmo que fazê-lo nos seus domínios. Ainda assim, espera-se muito do grupo às ordens de Vasiljevic.
Na verdade, a disputa a nível do grupo é acérrima, estando três equipas com a mesma pontuação, sendo as outras duas o Burkina Faso, com melhor “goal-average”, e a Mauritânia, numa refrega em que o Botswana já não é chamado, embora, matematicamente, ainda não possa ser taxado como alguém fora de probabilidades de qualificação. O que estará em jogo na ronda de terça-feira será, indubitavelmente, a luta pela liderança. Nesta cruzada estarão Angola, Burkina e Mauritânia, numa espécie daquilo que, em linguagem popular, ousamos dizer “o game está violento”.
Aliás, considerando que, depois, ficarão apenas duas jornadas por disputar, não será nenhum desatino aferir que os jogos de amanhã podem determinar o destino das equipas. Por exemplo, se a vitória pode significar meio caminho andado para a qualificação, assim como o empate na pior das hipóteses, já a derrota pode constituir um mau agouro. É este último resultado que não interessa aos Palancas Negras. Aliás, a derrota nem deve constar das suas previsões, seja quais venham a ser as dificuldades a enfrentar.
E mais: Angola deve jogar contra as intenções do Burkina Faso, pois é este que, aos olhos dos principais analistas desportivos, é visto como o principal adversário no grupo. E depois dos 3-0 que infringiu ao Botswana, não pode haver dúvida que venha a bisar a reprise e chegar à confortante fasquia de nove pontos. É preciso ter em atenção esta particularidade.
Mas, à despeito do que nos foi dado a ver no jogo de sexta-feira, no 11 de Novembro, a Mauritânia, apesar de ser um conjunto tacticamente disciplinado, não é um adversário que possa ser visto como uma muralha intransponível. Merece respeito como tal, mas pode ser superado, mesmo a jogar no seu reduto, desde que não haja factores extra-jogo, que é, infelizmente, comum em África.
De resto, equipa técnica e jogadores conhecem os pontos fortes e fracos da outra equipa, sendo que a chave do sucesso será a revelação da mesma ousadia e determinação demonstradas no jogo de Luanda. Pois, não é crível que, em coisa de 72 horas, uma equipa superada, sem oferecer nenhuma resistência, tenha já crescido a ponto de dar o troco pela mesma moeda.

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