Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Acreditar at ao fim

05 de Junho, 2016
Angola está hoje em Bangui para a disputa da penúltima jornada do grupo B de apuramento ao CAN do Gabão no próximo ano numa posição delicada, dado o seu posicionamento na tabela de classificação, em que está atrás da RDC e da República Centro Africana, com uma desvantagem pontual considerável.

Talvez por isso haja uma grande descrença, em alguns círculos futebolísticos, quanto às possibilidades dos Palancas Negras lutarem contra as adversidades que vão ter pela frente nos dois jogos que ainda têm pela frente, antes do cerrar de cortinas desta fase.

É natural que a faltarem duas jornadas, haja essa falta de confiança ao grupo que está na capital centro-africana, sendo o país o adversário directo da nossa selecção na luta pelo segundo posto. A RCA conseguiu vergar o Congo Democrático e, por via disso, acabou por dar uma cambalhota no grupo, pois, aumentou sobremaneira as suas possibilidades de qualificar-se, contrariando os prognósticos iniciais, principalmente após a goleada que sofreu em Angola logo na primeira jornada.

Os centro-africanos ainda devem ter essa goleada atravessada na garganta, e podem, certamente, encarar o jogo desta tarde com um espírito de dupla desforra: primeiro com a possibilidade de conseguirem uma vitória gorda diante do seu público, provando o percalço na estreia foi um mero acidente de percurso, e depois felizes por afastarem, de vez, da corrida à fase final, o seu concorrente directo.

Mesmo com um conjunto desfalcado, sem o concurso de dois jogadores que neste momento atravessam um grande apuro de forma, Gelson e Ary Papel que não seguiram viagem com os demais companheiros após terem sido descartados de vez pela equipa médica para esta operação Bangui, o segredo dos Palancas Negras para a conquista de um resultado positivo reside em continuar a manter a crença, acreditando até ao fim.

Conseguir uma vitória no reduto do adversário é difícil, mas que não se faça disso uma tarefa impossível, longe do alcance dos nossos jogadores.
Os Palancas Negras já passaram por muitas situações adversas, e muitas presenças em fases finais do CAN foram conseguidas quase no limite, quando a descrença era quase generalizada.

Temos pois que só após o jogo desta tarde é que se poderá avaliar, definitivamente, as possibilidades dos nossos Palancas Negras. Se podem continuar a sonhar com a qualificação, com uma vitória em casa da República Centro Africana, ou se devem atirar a toalha de ao chão, sem possibilidades matemáticas de manter o sonho aceso para mais uma participação entre as selecções que em 2017 estarão reunidas para mais uma cimeira em que esperam mostrar ao mundo o melhor que o futebol africano tem.

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