Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Acreditar at ao fim

10 de Agosto, 2016
Angola está nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro por direito próprio, com uma delegação que dentro das condições que o país pôde proporcionar para a preparação dos seus atletas, faz o possível para honrar as cores da bandeira nacional.

O país vive uma crise económica com reflexos negativos no desportos e, por via disso, os nossos atletas que competem no Rio de Janeiro não terão tido a preparação desejada na maioria dos casos.

Nesta altura, aos nossos representantes pede-se sempre patriotismo e humildade. Angola não foi para as terras do samba com sonhos altos de muitas medalhas, mas com o fito de ter uma presença digna.

É certo que em algumas modalidades, particularmente na natação masculina e no tiro aos pratos, o desfile dos nossos representantes ficou longe das expectativas iniciais, mas estamos convictos que eles deram o seu melhor. A presença destes atletas nos Jogos Olímpicos abre boas perspectivas para a sua participação nos campeonatos africanos, em que, seguramente, o país pode dar cartas com a conquistas de muitas medalhas.

O andebol feminino tem sido até agora uma grata surpresa no torneio. Inserida num grupo bastante forte, denominado da "morte", com a campeão mundial e olímpica, com a medalha de bronze do último campeonato do Mundo e com uma ex-campeã mundial, além de outras formações com grande estatuto ao nível do andebol feminino mundial, a Selecção de Angola conseguiu dois triunfos importantes com exibições ao mais alto nível, e nesta altura é formações mais mediáticas em prova.

Se para alguns analistas a vitória das angolanas na estreia diante da forte Roménia foi apenas uma mera surpresa nas que acontecem no desporto, o triunfo sobre a selecção de Montenegro não deixou dúvidas quanto às potencialidades do "sete" nacional angolano, que pode garantir uma qualificação histórica à fase seguinte.
Sem pressão, Angola sabe até onde pode chegar. Ainda há muita prova por disputar, mas os dois resultados positivos dão alento ao grupo que está na boca do mundo pelas melhores razões.

A prestação do andebol angolano permite que se sonhe com uma estreia auspiciosa da judoca Antónia de Fátima Faya".A angolana apontou como meta a conquista de uma medalha e trabalhou para isso.

Sem menosprezo pela sua adversária, a crença de Faya é contagiante. A atleta torna-se numa das grandes esperanças do país, nestes que podem ser os seus últimos Jogos Olímpicos.

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