Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Acreditar at ao fim

04 de Setembro, 2014
Ao apurar-se para a última eliminatória de acesso ao CAN da categoria, a disputar-se no próximo ano no Níger, Angola pode voltar a inscrever o seu nome na cimeira do futebol jovem africano, depois da primeira e única presença em 1999, na Guiné Conacry.

A equipa técnica liderada por Nzuzi André sabe que não tem uma tarefa fácil pela frente, a julgar pelo quilate do adversário que os Palanquinhas vão enfrentar, na última eliminatória, cuja primeira mão disputa-se em Luanda. Para o efeito, um insistente trabalho a nível psicológico está a ser feito para dar consistência (robustez psicológica) aos jovens jogadores.

Concretizar o objectivo de chegar pela segunda vez à fase final de um CAN da categoria é o grande objectivo não só da equipa técnica, como da própria direcção da Federação Angolana de Futebol. Mas é à equipa técnica que cabe a maior responsabilidade, daí o incessante e incansável trabalho de motivação constante do grupo.

Augusto Manuel “Leão” disse ontem ao Jornal dos Desportos, que estão a incutir nos jovens jogadores o espírito de confiança e determinação, duas nuances que acreditam vão ajudar a dar robustez à Selecção. Do lado da FAF há o esforço de proporcionar as condições para que jogadores e técnicos estejam na mesma sintonia e alcancem os resultados desejados, de modo a pôr em prática a estratégia que por agora ainda faz parte da matéria que está a ser leccionada.

Depois de 15 anos de ausência, era na verdade fantástico testemunhar o regresso dos nossos Palanquinhas à fina-flor do futebol continental. Tal conquista ia ajudar a alavancar o actual momento do futebol nacional, que passa por uma fase de reestruturação com a entrada de novos jogadores para a Selecção principal que procura o resgate da mística.

Esta eliminatória é decisiva, quer na primeira como na segunda mão. Temos de saber aproveitar da melhor maneira. Esperamos que os nossos jovens jogadores e a equipa técnica tomem como uma forma de motivação e não de pressão, pois temos plena consciência do quão difícil é o adversário que temos pela frente.

Todos almejamos e fazemos votos que os Palanquinhas consigam realizar o sonho, o sonho que é também dos prosélitos do futebol. Como já o dissemos em outra ocasião, era igualmente um prémio para André Nzuzi e sua equipa por aquilo que têm estado a fazer nos últimos anos.

Nzuzi tem confiança nos seus rapazes e estes acreditam no seu seleccionador. Numa relação onde a confiança faz morada, é meio caminho para haver resultados positivos. A pouco menos de dez dias para esta empreitada, o trabalho tem decorrido de modo satisfatório.

Há entrega dos jogadores e a labor por parte da equipa técnica.Pena é que não houve condições para a equipa nacional fazer um micor-estágio fora de portas para elevar os níveis competitivos, por via de jogos amistosos com equipas equiparadas ao adversário que vai defrontar.

Apesar disso, vamos acreditar até ao fim que é possível tornar este sonho realidade. Vamos juntar-nos a esta corrente.

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