Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Adeus ao sonho

27 de Agosto, 2017
Em qualquer competição há vitórias e derrotas, e estas últimas não têm de ser consideradas como algo do outro mundo. No jogo diante das senhoras do Índico só havia dois cenários, porque só uma formação poderia lograr a qualificação: vitória ou derrota.

Angola foi para o Campeonato Africano com o objectivo de conquistar o seu terceiro título continental, e essa pretensão era perfeitamente legítima, porque a equipa nacional, nas duas anteriores participações competiu fora de portas e conseguiu a grandeza de trazer o título africano para casa.

As condições proporcionadas à Selecção, inclusive com um estágio no Brasil, indiciavam que o título era a meta, sem desprimor para os outros conjuntos, como a equipa moçambicana e as próprias anfitriãs, que também tinham e têm objectivos claros.

A selecção angolana até deixou bons indicadores nos jogos, com triunfos claros nos quatro primeiros jogos, mas as partiditas que se seguiriam é que iriam decidir o futuro da equipa na prova, tal como veio a revelar-se.

É penoso ficar a meio do caminho, quando o objectivo é chegar triunfante, mas o desporto não segue lógicas e , tal como aconteceu, falhar num jogo pode deitar por terra um trabalho que há meses se preparava.

Ainda assim, é preciso reconhecer as potencialidades que essa selecção tem e dar mérito aos integrantes da equipa pela entrega manifestada, para que pudessem representar da melhor forma as cores do país.

Sem pretendermos dormir sobre os dois troféus africanos já conquistados, e mesmo com uma competição interna ainda sem a dimensão que se pretende, temos de convir que essas atletas têm potencialidades.

Regressar ao país sem o título pretendido é um revés, mas em nada significa que tudo tenha acabado. Até as melhores selecções do mundo sofrem revezes, mas acabam por regressar amiúde na mó de cima.

O que é imperioso é que depois desta fase do conjunto nacional se tire as ilações devidas que para o erros cometidos neste Afrobasket possam ser corrigidos em participações futuras.

De resto, o futuro perspectiva-se, sempre, com os erros do passado. A Selecção Nacional tem de reerguer-se, depois deste tombo, pois só com isso pode continuar a mostrar maturidade.

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