Jornal dos Desportos

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Opinio

Adeus Mundial

13 de Julho, 2014
Quis o destino que a final fosse disputada entre uma selecção da Europa (Alemanha) e outra da América do Sul (Argentina). A história diz-nos que a Europa nunca venceu um Mundial disputado na América, apesar dos títulos das19 edições já disputadas estar repartido entre os dois continentes.

O Brasil, cinco vezes campeão e único totalista, é o "rei" da história do Mundial, prova iniciada em 1930, apenas interrompida pela II Grande Guerra. A formação canarinha, única vencedora fora do seu continente, ganhou em 1958 (Suécia), 1962 (Chile) e 1970 (México), arrebatando a Taça Jules Rimet - atribuída à primeira selecção a somar três triunfos -, e ainda em 1994 (Estados Unidos) e 2002 (Coreia do Sul e Japão).

Ao longo dos anos, o título mundial tem sido um exclusivo de selecções da América do Sul e da Europa. A vantagem pertence a esta segunda: tem dez títulos conquistados contra nove da América do Sul.

Hoje, a América do Sul vai ter a ocasião soberana de igualar as contas, numa competição que já entrou para a história, já que foi a primeira vez que todos os jogos de cada grupo foram disputados em estádios diferentes, ao mesmo tempo que nenhuma selecção jogou duas vezes no mesmo palco nesta fase.

Contudo, este mesmo Brasil, tido, à partida, como o grande favorito à vitória final, está fora da corrida ao título, para desagrado dos brasileiros, que esperavam estar hoje no Maracanã a apoiar a sua selecção.

Para desagrado do povo brasileiro e numa demonstração de que no futebol não há vencedores antecipados, a selecção anfitriã não conseguiu o desejado passaporte para a final. Aliás, o Brasil já viveu esse drama quando perdeu o título em casa (1950), ao perder na final com o Uruguai (1-2). A diferença aqui é que chegou à final. Nesta edição ficou nas meias-finais, depois de uma derrota histórica (1-7) frente à Alemanha.

Na final de hoje, às 20h00 em Angola, no mítico estádio do Maracanã vão estar frente a frente as selecções da Argentina e da Alemanha. Vai ser a terceira vez que as duas selecções vão encontrar-se na final. As duas primeiras foram em 1986, no México (vitória da Argentina por 3-2) e em 1990, em Itália, com vitória alemã por 1-0. Será a final do tira-teimas.

Prognosticar um favorito é difícil, em função do valor e do produzido até aqui pelas duas selecções. Os jogadores tudo vão fazer para que o máximo galardão da prova lhes seja entregue no final dos 90 minutos, do prolongamento ou depois da marcação das grandes penalidades. Mas apenas uma selecção vai ter esse privilégio. Por isso, só nos resta aguardar.

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