Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Aflitos em gritos

26 de Outubro, 2014
Nota-se que há nesta altura do campeonato uma maior atenção, um maior acompanhamento daqueles que se deleitam com as emoções do futebol, sendo que as conversas gravitam sempre em torno de conjecturas do "se". A equipa X, se passar pela equipa Y, e se a H perder, chega ao primeiro lugar ou à salvação da descida de divisão.

É este a ambiente que anima nos dias que correm as tertúlias dos homens do futebol, todos ansiosos por ver como se arrumam as coisas quando se disputar a derradeira jornada. Esta é pelo sim pelo não a parte mais especial da competição desportiva, por ter a particularidade de despertar inclusive a atenção de quem não tem andado muito a par das coisas.

Pena é que enquanto os adeptos se divertem com este cenário, partindo para apostas provocadoras, dirigentes e técnicos entram em crise, em stress, em insónias face às suas responsabilidades acrescidas. Em muitos casos exige-se a salvação do capital investido na preparação da época, o que nem sempre é fácil ante a fúria concorrencial.

Repousam confortavelmente as equipas que se acham a meio da tabela, que nada mais têm a ganhar nem a perder. Umas, que antes alimentaram o sonho mais alto de chegar ao título há muito, jogaram a toalha ao tapete, outras porque astutas e batalhadoras já conseguiram a estabilidade classificativa.

Lá no topo da classificação a batalha campal resumia-se até ontem a duas equipas, Recreativo do Libolo e Kabuscorp do Palanca. Havia ainda um segundo lugar para o qual o Benfica de Luanda é aspirante, e depois a "sarna" cá mais abaixo, entre equipas que se vêem na corda bamba, quase mais para lá que para cá.

Ora, se no que toca à questão do título a conversa ficou encerrada quanto aos aflitos nm mesmo uma varinha mágica pode inverter o quadro actual. O 1º de Maio de Benguela, Benfica do Lubango e União do Uíge são os emblemas que vão fazer as malas para a segunda divisão.

É certo que o Maio, o melhor posicionado do trio, diz acreditar ainda na salvação. "Sonhar não é proibido", diz a velha sabedoria. Mas, honestamente, não vemos o Desportivo da Huíla ou o ASA a deixarem-se superar numa fase crucial como esta, em que as equipas fazem tudo mais alguma coisa para não claudicarem. Em resumo, o campeonato está ao rubro.

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