Jornal dos Desportos

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Opinio

Africano de Maputo e aspirao ao pdio

09 de Agosto, 2018
A equipa nacional de basquetebol feminina de Sub-18 já respira os ares de Maputo, Moçambique, palco de 10 a 19 do corrente mês, do Campeonato Africano da categoria e onde Angola espreita o pódio.
As comandadas de Anibal Moreira têm, como objectivo traçado, a melhoria do 4º lugar alcançado há dois anos no \"Africano\" do Cairo, Egipto, daí, a necessidade de se apresentarem ao melhor nível, para ocupar um dos lugares que dá acesso ao pódio.
A anteceder a viagem para o palco da competição, apesar do manifesto feito em relação a prontidão do conjunto, o seleccionador nacional mostrou-se pouco entusiasta, devido a alguns contratempos que surgiram durante a preparação levada a cabo no país.
Um desses contratempos prendeu-se com a ausência da base Rafaela Henriques, que actua no Benfica do Montijo, que competiu recentemente com a Selecção de Sub-17 no Mundial em Minsk, Bielorrússia, ganho pelos Estados Unidos, e onde Angola ocupou o último lugar.
Para colmatar a ausência da base do Benfica de Montijo, o técnico Aníbal Moreira \"repescou\" várias jogadores do combinado nacional de basquetebol de Sub-17, com particular realce para a extremo Alexia Dizeco, da formação do Sion da Suiça.
Ao que nosso jornal apurou, Rafaela Henriques está, nessa altura, \"refugiada\" em Portugal, país onde actua e reside, depois de ter estado ao serviço a Selecção Nacional de Sub-17 no Mundial da categoria, realizado na Bielorrúsia.
Não obstante essa lacuna com que se depara, a equipa de Sub-17 feminina da «bola ao cesto» e a fazer fé no velho aforismo popular de que \"quem não tem cão caça com gato\", o técnico pode \"remediar\" a situação com as jogadoras que tem à sua disposição.
Independentemente da falta de informação, acerca da atleta do Benfica do Montijo, que abre na equipa um precedente relativamente à posição zero-um, o técnico Aníbal Moreira não conta também no conjunto com uma lançadora de raiz.
Apesar dessas e outras situações à volta do \"cinco nacional\", o seleccionador nacional está confiante numa boa campanha, face à pré-disposição do grupo e bom trabalho de casa realizado, durante a fase de preparação.
Aliás, os jogos de controlo feitos com equipas seniores, como o Núcleo do Interclube de Benguela, 1º de Agosto-B e Desportivo Maculusso, conferiram ao grupo maior endurance e grau de competitividade.
Aníbal Moreira aponta a falta de estágio pré-competitivo fora do país, como a principal nota negativa do ciclo preparatório, mas isso não inviabiliza a pretensão do conjunto ir à Maputo tentar ombrear com todos os adversários, que cruzarem o seu caminho.
É importante salientar que, além de Angola e da selecção anfitriã, Moçambique, vão competir ainda neste \"Africano\" as selecções do Uganda, Cabo Verde, Egipto, Tunísia, Argélia, Mali, Madagáscar e Ruanda.
Por outro lado, a reunião técnica para a definição dos grupos do campeonato, acontece hoje, numa das unidades hoteleiras da capital moçambicana.

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