Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Afrotaas em aco

26 de Fevereiro, 2015
As equipas angolanas, nas competições africanas, estão a acertar detalhes técnicos e tácticos, de modo a encararem com confiança os jogos referentes à segunda-mão das eliminatórias em disputa. A dedicação é referida como total, qualquer delas tiveram resultados tranquilizadores na primeira-mão, qualquer delas ainda fazem contas à vida.

É de todo pacífico o compromisso das equipas. De resto, não têm senão que aprimorarem as condições em que se encontram e partirem para os próximos jogos em força, por forma a assegurarem a passagem para a outra fase. É evidente que o cenário não é o mesmo entre os quatro representantes angolanos.

Porém, independentemente de uns terem obtido resultados mais animadores em relação a outros, há toda a necessidade de melhorar a performance, ver que desempenho ter desta vez, o que para os vencedores pode significar um passo para a qualificação, para quem empatou, como o caso do Kabuscorp, é preciso dar um passo para a inversão do quadro a seu favor.

Pensamos que qualquer uma das nossas equipas estão em condições de passar à fase seguinte. É certo que para quem saiu a ganhar na primeira-mão as probabilidades são maiores do que em relação a que tenha tido um resultado diferente. Ainda assim, todos têm possibilidades de passagem à fase seguinte.

É claro que África já deu mostras, de que as equipas só devem sentir-se vencedoras, no fim dos 180 minutos da eliminatória. Honestamente falando, não se vislumbra que uma equipa derrotada por 3-1, enverede por “engenharias,” embora tal possibilidade não se deva descurar na totalidade.
Se uma equipa com essa desvantagem alimenta alguma esperança de dar a volta à situação, por que razão as nossas equipas que não perderam na primeira volta devem dar-se por derrotadas? Nada está perdido.

É importante arregaçar as mangas para o trabalho, em busca de performances suficientes para vencer a eliminatória. Portanto, fazem bem as equipas em desenvolver trabalho abnegado. Os números da primeira-mão das eliminatórias inspiram muita confiança. Temos a sorte de a única equipa que teve resultado pouco animador, no caso o Kabuscorp do Palanca, ter a vantagem de fazer o jogo decisivo em casa. O inverso é que de facto ficaria muito complicado.

Quanto ao resto, Libolo e Benfica de Luanda viajam mais ou menos tranquilas, por terem tratado de tirar maior proveito dos jogos caseiros. Quanto ao Petro de Luanda, apesar de ter ganho por um magro resultado (0-1) nas Ilhas Comores, também achamos não ter motivos para alarmismos. Em Luanda, e diante da sua entusiástica claque pode fazer subir o preço do seu petróleo.

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