Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Amanh dia da verdade

09 de Junho, 2017
Envoltos num emaranhado incertezas em relação à sua postura, face à preparação turbulenta que tiveram, os Palancas Negras começam amanhã a campanha que os pode levar à fase final da Taça de África das Nações de Futebol em 2019, com sede nos Camarões, quando defrontarem em Ouagadougou o Burkina Faso.

Angola teve uma fase preparatória que deixou muito a desejar. Sem jogos de preparação com equipas que pudessem testar o seu nível, tendo como alternativas jogadores juniores e equipas da terceira liga em Portugal, e com a recusa de alguns jogadores seleccionados em marcarem presença no local de estágio em terras portuguesas, abriu-se caminho para legitimamente pairar no ar algumas reticências em relação ao conjunto nacional, diante de um adversário já conhecido, mais a mais depois da última vitória que este conquista em Angola, em 2014, quando as duas selecções disputavam a qualificação para o CAN da Guiné Equatorial, além de outros confrontos entre os dois conjuntos.

A Selecção Nacional não teve a preparação nem os apoios que se desejava para o arranque da qualificação à maior cimeira de futebol do continente dentro de dois anos mas, ainda assim, é preciso pensar positivo nesta altura.Ninguém entra numa competição para perder, e os Palancas Negras não podem nem devem atirar a tolha ao chão antes de soar o\"gong\" para o começo da disputa, denotando um espírito derrotista. É claro que face a tudo isto, os adeptos têm razões de sobra par franzirem o sobrolho e pensarem num eventual descalabro, porque treinar com equipas terciárias e de juniores não servem para avaliar o verdadeiro estado da selecção.

Ainda assim, o técnico Bianchi mantém um discurso optimista e isso deve ser enaltecido para o bem do conjunto. Os jogadores presentes amanhã na capital burkinabe sabem qual será o seu papel amanhã no jogo cujo resultado final pode ser decisivo para as aspirações dos dois conjuntos.

O adversário de Angola tem marcado presença de forma exemplar nas fases finais do CAN, tendo, inclusive, no seu historial, uma final perdida para a Nigéria na África do Sul, mas o Palancas Negras também têm os seus trunfos.Angola, não obstante à má fase que vive, tem um orgulho a defender e manter a auto-estima nos nível mais altos significa uma entrega de todos para que amanhã, quando soar o apito para o começo da caminhada, as coisas comecem a correr dentro daquilo que os adeptos esperam, ou seja, conseguir um resultado positivo que sirva de alento para o resto da qualificação. E isso não é impossível, de modo algum.

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