Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Ambies legtimas

02 de Janeiro, 2016
Angola participa mais uma vez, no campeonato africano júnior de xadrez e mais uma vez, com ambições legítimas de conquistar os títulos em disputa.

O xadrez angolano está bem lançado, já subiu ao pódio por diversas vezes e como resultado, com a atribuição de normas para os nossos jogadores.
Desta feita, nas Seychelles, a participação angolana pode resultar na atribuição de um título de Grande Mestre para a xadrezista Esperança Caxita, caso a jogadora consiga triunfar.

Desde a obtenção do primeiro título de Mestre Internacional, na altura para Manuel Mateus, o país persegue a norma de GM, sem nunca ter atingido o objectivo. Jogadores como Francisco Biffel, Alexandre Nascimento, Armindo Sousa, de entre outros, por diversas vezes defenderam com brilho as cores do país em Olimpíadas e campeonatos africanos, mas o título de Grande Mestre nunca sorriu para o país.

Agora nas Seychelles, Esperança Caxita pode tornar-se na primeira Grande Mestre do país, numa prova que promete ser renhida, dado a pontuação Elo dos participantes, tanto em masculino como em feminino, e na qual a jogadora angolana tem como principal adversária uma competidora do Egipto.

São ambições legítimas, para um país que muito tem dado ao xadrez africano, facto já reconhecido por altas figuras do xadrez mundial.

A realização no país, de torneios internacionais com a presença de jogadores fortes com pontuação Elo bastante alta, permite aos xadrezistas angolanos e africanos, elevarem a pontuação internacional.

Angola sempre teve uma forte tradição, desde o famoso torneio Cidade de Luanda, às provas organizadas por duas empresas cervejeiras, com alto nível organizativo.

O campeonato das Seychelles, longe de ser mais um Africano, pode tornar-se num marco para o xadrez angolano. Pese algumas dificuldades, os xadrezistas nacionais foram para o palco da competição com objectivos bem definidos, porque esperam representar da melhor forma o país.

O clima de expectativa reinante, nas lides escaquísticas e não só, tem a sua razão de existir, porque o xadrez nacional pode atingir um objectivo que os nossos jogadores perseguem há anos.

Com Caxita, Angola pode ter o seu primeiro Grande Mestre, norma que só os grandes jogadores conseguem atingir, e por isso mesmo, nunca está ao alcance de todos.

De resto, pode ser também, um prémio justo para uma jogadora que acredita sempre nas suas potencialidades.
Vamos acreditar.

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