Jornal dos Desportos

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Opinio

Andebol em boa passada

02 de Novembro, 2016
O andebol angolano está em estado de graça. A vitória da equipa sénior feminina do 1º de Agosto, na Taça de África dos Clubes Campeões, a próxima organização do CAN em Angola, a partir do dia 28, é a meta que a Selecção Nacional planeou na condição de campeã continental, com objectivos risonhos para o futuro da modalidade.

O ano caminha já para o fim, foi fértil em marcos importantes para modalidade. No torneio olímpico dos Jogos do Rio de Janeiro, o país conquistou um honroso e surpreendente oitavo lugar, deixou para trás potências mundiais como a Roménia e Montenegro, feito que dignificou o continente africano, por tratar-se da melhor classificação de sempre de uma selecção africana, na maior cimeira olímpica, o que por si só traduz a força e o prestígio que o andebol feminino angolano granjeou, e não é por acaso, que é a equipa mais titulada dentro das fronteiras de África.

Recentemente, o país conseguiu colocar uma figura de referência nos órgãos de decisão da Confederação Africana de Andebol, a eleição de Pedro Godinho, presidente cessante da Federação Angolana de Andebol para o cargo de segundo vice-presidente do organismo. Em boa verdade, e como país que detém a hegemonia continental, há muito que se esperava a presença de um angolano numa estrutura que decide os rumos que o andebol no continente deve tomar.

O próximo campeonato africano de Luanda vai ser organizado num momento delicado para o país, devido à difícil situação financeira, nem por isso tal facto vai quebrar o entusiasmo com que está a ser preparado, e os altos níveis de organização que país vai apresentar. Angola tem vasta experiência organizativa de eventos de grande gabarito, e mesmo com as dificuldades, o país sairá honrado deste compromisso porque a organização da prova encontrou alternativas válidas para contornar as dificuldades financeiras com que se depara.

Embora, com a oposição de algumas das selecções fortes de África, caso da Tunísia, que vem a Luanda na condição de campeã continental, no capítulo desportivo a Selecção Nacional deve pôr em prática o seu potencial, porque como se diz na gíria, "em nossa casa mandamos nós". Será ouro sobre azul, juntar ao grande nível de organização, a conquista de mais um título em África, para mostrar que a perda do título no último Campeonato Africano foi um mero acidente de percurso, e que o país trabalha com estruturas sólidas para manter a hegemonia no continente.

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