Jornal dos Desportos

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Opinio

Angolanos em Goa

14 de Janeiro, 2014
Os Jogos da Lusofonia vão congregar a partir deste sábado num único palco os países falantes da língua portuguesa, num convívio salutar entre jovens do horizonte lusófono, embora com culturas diferentes. Em Goa, na Índia, centenas de jovens vão durante onze dias mostrar as suas potencialidades, representando o Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Macau, Moçambique, Sri Lanka, São Tome e Príncipe, Timor-Leste e Angola.

Os jogos vão na sua terceira edição e dentro da rotatividade estabelecida Goa surge agora como palco desta edição, para a qual Angola parte com uma delegação composta por 150 elementos, entre jogadores, técnicos e oficiais, a maior caravana de sempre de Angola nesses jogos. Para além da componente competitiva, onde os atletas dos países participantes vão querer mostrar as suas aptidões com a conquista dos melhores resultados possíveis, onde se incluem, naturalmente, a conquista de medalhas, a componente cultural e recreativa tem sempre marcado presença.

Sob a égide do Comité Olímpico Angolano (COA), os atletas nacionais tiveram e têm tido uma preparação cuidada, não obstante alguns constrangimentos. A ideia principal, dentro do aspecto competitivo, é a conquista do maior número de medalhas nas disciplinas desportivas em que vão competir. Tal vai de encontro ao que disse o secretário-geral do COA, António Bambino, quando elogiou o apoio do Executivo e à participação dos nossos atletas: “Temos de louvar o apoio do Executivo desde que começámos a preparar os Jogos. Estamos em condições de dignificar a Bandeira Nacional na competição”.

Nas últimas participações Angola terminou em sexto lugar, nos Jogos de Macau, e depois na terceira posição, em Portugal, pelo que os nossos representantes estão obrigados a melhorar (ou manter) as 14 medalhas da última participação. Das projecções feitas, os atletas nacionais têm fortes possibilidades de medalhar no Basquetebol, Judo, Ténis de mesa, Atletismo, Tae-kwon-Do e Voleibol de Praia, mas não se coloca de parte a ideia de outras modalidades poderem receber medalhas.

O primeiro grupo de atletas deixa o país hoje mas, no cômputo geral, todos eles viajam com espírito de missão, sabendo que podem, através dos melhores resultados, justificar os investimentos que foram feitos e a confiança que neles foi depositada. A partir deste sábado vamos ter, pois, uma grande festa lusófona. Angola é a segunda delegação a desfilar no Estádio de Fatorda, depois dos anfitriões, com presença que certamente não vai passar despercebida, dado o prestígio que o país já ganhou entre os países que falam português.

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