Jornal dos Desportos

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Opinio

Ao trabalho campeo

15 de Fevereiro, 2017
A equipa do 1º de Agosto foi o primeiro representante angolano a entrar em cena nas Afrotaças, ao disputar em Kampala a primeira mão da eliminatória inicial de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, ao que se seguirá o Recreativo do Libolo na Taça da Confederação, na qualidade de vencedor da Taça de Angola.

O conjunto, em terreno alheio, terá conseguido um resultado que lhe pode abrir as portas para seguir em frente, derrota mínima de uma bola a zero, bastando para tal que no jogo do próximo fim-de-semana marque dois golos, no mínimo, sem sofrer nenhum ao Kampala City para assegurar a continuidade.

Contudo, caldos e cautelas nunca fizeram mal a ninguém e o campeão angolano tem de ter em conta que essa magra desvantagem pode ser, num outro ângulo, um resultado enganador, porquanto basta os ugandeses numa eventual desatenção da equipa angolana marcar um golo para complicar as suas contas quanto à sua permanência na maior prova de clubes da CAF.

Os angolanos esperam da turma militar uma postura que dignifique esse regresso às Afrotaças, a igual do que aconteceu em situações anteriores, em que tivemos equipas angolanos a disputarem finais.

Com isso, o futebol angolano ganhou mais visibilidade no continente, e permitiu que o país tivesse mais representatividade nas competições africanas de clubes, com quatro formações a disputarem a primeira fase.

O 1º de Maio de Benguela e o Interclube são equipas que foram finalistas vencidas, o próprio 1º de Agosto já chegou longe numa competição da CAF, quando numa final acabou derrotado pelos tunisinos do Esperance de Tunes na então Taça das Taças, que evoluiu depois para a actual Taça da Confederação.

Jogar um jogo de uma eliminatória é diferente de defini-la em casa, e o 1º de Agosto tem essa pequena vantagem de no jogo da segunda-mão poder ter o incentivo do seu público e dos adeptos angolanos.

O facto de desfilar na competição como único representante do país, vai, certamente, colocar do seu lado todos os angolanos, independentemente das cores clubistas, porque é sempre o futebol angolano que ganha em caso de triunfo do seu representante.

É ponto assente que o jogo não será fácil, mas o trabalho de casa tem de ser bem feito para que no final da eliminatória os angolanos possam sorrir com mais um triunfo, algo que está ao seu alcance, sem desprimor para o adversário.

O campeão angolano sabe que não deve facilitar se quiser continuar em competição. Tirar partido do factor casa é um imperativo para seguir em frente, numa competição em que é proibido errar.

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