Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Aperto financeiro

14 de Março, 2020
Têm sido frequentes as reclamações, sobre os incumprimento de certos clubes, para com atletas ou com os treinadores. É lógico, que o sermão não é de hoje. Vem de há muito, porque também, verdade seja dita, os dinheiros nem sempre estão à mão de semear. O que é certo, é que nos tempos actuais as coisas tomam contornos capciosos. Todos ficam a dever e os devidos cobram, reclamam, esperneiam, enfim .
O cenário não é de estranhar, na actual conjuntura. Pois, as facilidades tidas no passado deixaram de existir, face à galopante crise económica e quando há crise, já se sabe qual é o resultado que vem a seguir. É evidente que alguns clubes, talvez com uma gestão mais responsável ou mais assistidos, consigam dar a volta à situação. Outros, não têm como, senão mergulhar na onda das dificuldades.
Nos últimos tempos tem sido assim. Diríamos mesmo, que fazer desporto passou a ser uma empreitada, à altura de poucos, deve ser enaltecido aquele que se movimentando no mundo desportivo, faz trinta por uma linha para manter vital esta actividade social. Não vai para muito tempo, a direcção da Federação Angolana de Futebol, através do seu Conselho de Disciplina, tratou de fazer um apelo aos clubes devedores para procederem à liquidação das suas dívidas.
A terreiro vieram designações de clubes que se acham na condição de devedores, assim como os nomes daqueles a quem os mesmos ficam a dever. Na verdade, é longa a lista nominal, deixando escapar a sensação de que a falta de verdade desportiva no nosso futebol , não reside apenas nos resultados, que às vezes, são mais de laboratório que de campo, mas também na falta de sensatez de alguns gestores.
Dívida, no sentido real da palavra, é aquilo que se tem a pagar a alguém, por algum serviço que nos tenha prestado. Logo, é algo que não deve ser secular, mas temporário. Infelizmente, cá entre nós não é o caso. Foram relatados factos , de que os agentes do futebol já andam familiarizados. Há dívidas , que estão prestes a ter outra designação. Calote, talvez seja o termo melhor enquadrado.
Porque quando a tendência do devedor é remeter-se ao silêncio, numa clara manifestação de falta de vontade de repor o que é de outrem, já não estamos perante um devedor, estamos perante um caloteiro. E, há casos constantes na matéria que nos foi dado a ler, que já não devem ser tomados por dívidas. Estão muito para lá disso.
A pergunta que se põe: será neste mundo de enganos e desenganos ,que se pretende fazer um desporto são e para todos? Os casos de que nos referimos têm a ver, apenas com o futebol. Mas nada nos diz, que a nível de outras modalidades, a realidade seja diferente. Há, igualmente situações análogas, geridas inteligentemente, antes que escapem para a praça pública.
Têm sido frequentes as reclamações, sobre os incumprimento de certos clubes, para com atletas ou com os treinadores. É lógico, que o sermão não é de hoje. Vem de há muito, porque também, verdade seja dita, os dinheiros nem sempre estão à mão de semear. O que é certo, é que nos tempos actuais as coisas tomam contornos capciosos. Todos ficam a dever e os devidos cobram, reclamam, esperneiam, enfim .
O cenário não é de estranhar, na actual conjuntura. Pois, as facilidades tidas no passado deixaram de existir, face à galopante crise económica e quando há crise, já se sabe qual é o resultado que vem a seguir. É evidente que alguns clubes, talvez com uma gestão mais responsável ou mais assistidos, consigam dar a volta à situação. Outros, não têm como, senão mergulhar na onda das dificuldades.
Nos últimos tempos tem sido assim. Diríamos mesmo, que fazer desporto passou a ser uma empreitada, à altura de poucos, deve ser enaltecido aquele que se movimentando no mundo desportivo, faz trinta por uma linha para manter vital esta actividade social. Não vai para muito tempo, a direcção da Federação Angolana de Futebol, através do seu Conselho de Disciplina, tratou de fazer um apelo aos clubes devedores para procederem à liquidação das suas dívidas.
A terreiro vieram designações de clubes que se acham na condição de devedores, assim como os nomes daqueles a quem os mesmos ficam a dever. Na verdade, é longa a lista nominal, deixando escapar a sensação de que a falta de verdade desportiva no nosso futebol , não reside apenas nos resultados, que às vezes, são mais de laboratório que de campo, mas também na falta de sensatez de alguns gestores.
Dívida, no sentido real da palavra, é aquilo que se tem a pagar a alguém, por algum serviço que nos tenha prestado. Logo, é algo que não deve ser secular, mas temporário. Infelizmente, cá entre nós não é o caso. Foram relatados factos , de que os agentes do futebol já andam familiarizados. Há dívidas , que estão prestes a ter outra designação. Calote, talvez seja o termo melhor enquadrado.
Porque quando a tendência do devedor é remeter-se ao silêncio, numa clara manifestação de falta de vontade de repor o que é de outrem, já não estamos perante um devedor, estamos perante um caloteiro. E, há casos constantes na matéria que nos foi dado a ler, que já não devem ser tomados por dívidas. Estão muito para lá disso.
A pergunta que se põe: será neste mundo de enganos e desenganos ,que se pretende fazer um desporto são e para todos? Os casos de que nos referimos têm a ver, apenas com o futebol. Mas nada nos diz, que a nível de outras modalidades, a realidade seja diferente. Há, igualmente situações análogas, geridas inteligentemente, antes que escapem para a praça pública.

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