Jornal dos Desportos

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Opinio

Apitos no CAN

15 de Setembro, 2016
A arbitragem do nosso futebol, nem por isso vai tão mal, como alguns pintam. Dois juízes, filiados no Conselho Central de Árbitros, integram o quadro de 54 indicados pela Confederação Africana de Futebol para apitarem na fase final da XXXI edição do Campeonato Africano das Nações, que se disputa em Janeiro, no Gabão. Trata-se de Hélder Martins e de Jelson Emiliano dos Santos.

A indicação destes dois homens do apito, que por sinal seguiram ontem para a Zâmbia, no sábado vão integrar o quarteto indicado para o jogo Zesco United FC - Mamelodi Sundowns, a contar para a primeira -mão da Liga dos Campeões da CAF, reflecte o nível de qualidade da arbitragem, apesar da forte contestação interna.

É certo que um árbitro de categoria internacional, é avaliado pela sua prestação na competição interna, e pela prestação na actuação internacional, é possível que as calinadas que comete intencionalmente ou não na competição interna, não cometa quando é chamado a orientar jogos de carácter internacional noutros palcos, porque senão, estávamos perante um paradoxo.

A maneira pouco simpática como é tratada a nossa arbitragem, fornecer dois juízes à maior cimeira do futebol continental, pode colher muita gente de surpresa . A prova, de que nem tudo anda mal no CCAFAF, está aí. Afinal, tem no seu quadro árbitros de categoria internacional que dão mostras de capacidade e qualidade nos campos em que são chamados a actuar.

Também sabemos que muitas vezes as farpas jogadas contra os árbitros, mais não servem do que escamotear debilidades de actuação das próprias equipas, em muitos casos incapazes de fazerem bem o trabalho, para depois de derrotadas em campo assacarem culpas aos árbitros, mesmo que tenham pautado por um trabalho isento e imparcial.

Na verdade, existem algumas situações algo escandalosas, em que o leigo em matéria de arbitragem percebe que o árbitro está com dualidade de critérios em situações idênticas, mas noutras, o árbitro acaba por ser o "bode expiatório" de quem não esteve em campo com estratégia bem definida, ou com arcaboiço para se opor ao adversário que em determinados aspectos revelou-se mais astuto e batalhador.

A indicação dos juízes ora indicados, acaba por ser uma vitória não só para os visados, como para o Conselho Central de Árbitros do futebol angolano, e em última instância do país. Façamos votos que sejam bem sucedidos nesta empreitada, que honrem o nome do país que mesmo não qualificado para a prova, seja por intermédio destes, que marcam presença.

O CCAFAF prossiga o trabalho que desenvolve, voltado para a superação dos seus filiados, de modo que a confiança da CAF continue, e nas próximas competições possamos mandar um número superior de juízes, como fazem outros países africanos, que em termos de recursos materiais e humanos não ficamos nada a dever.

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