Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Aposta na melhoria

06 de Fevereiro, 2020
O ano de 2020, que já vai no segundo mês, reserva aos agentes desportivos enormes desafios, que estes devem procurar ultrapassar sejam quais forem as dificuldades com que se venham confrontar. Aliás, estamos num ano olímpico, em que, independentemente dos compromissos competitivos, recai sobre associações e federações a obrigação de eleger ou reeleger os seus corpos sociais.
O ano 2019 obrigou a deixar muitos projectos e programas adiados, que devem ser atacados agora, com menor ou menor dificuldades, mesmo que as limitações financeiras se coloquem de permeio, é lógico que estes devem constar do pacote dos que devem ser atacados com toda a determinação e sentido de responsabilidade.
Claro está, que a nível de clubes, associações e federações, o exercício administrativo não tem sido fácil, porque as limitações financeiras avultam. Ainda assim, tem sido notório o esforço imprimido pelos seus gestores, na busca de soluções pontuais para as principais necessidades, mesmo que tenham, às vezes, que partir para a definição de prioridades.
E é precisamente aqui, onde as outras acções, tidas como de menor importância, saem prejudicadas. Pois, definição de prioridade pressupõe dar primazia àquilo que se assume mais importante e deixar para posição secundária as outras coisas, mas que muitas vezes também têm a sua utilidade, como é o exemplo das acções de formação.
Competitivamente falando, Angola tem para o presente ano a árdua missão de assegurar a qualificação ao Campeonato Africano das Nações de futebol, prova em que já entrou cambaleante, e dar indicações que permitam sonhar com o Mundial do Qatar em 2022, embora, à partida, já condenada pelo capricho do sorteio . Pois, com a Líbia, Gabão e Egipto as hipóteses são muito escassas.
De igual modo, se espera que a selecção nacional de basquetebol consiga no Campeonato Africano de Basquetebol “Afrobasket”, dar mostras de que Angola não sucumbiu para a modalidade, embora em função da turbulência que vive a modalidade nos últimos tempos é quase um absurdo pedir-lhe mais do que aquilo que as possibilidades de organização, preparação e psicológicas possam permitir.
A nível de competições internas se espera, logicamente, por uma nova lufada de ar, ou por uma maior vitalidade. Notou-se em 2019 uma certa quebra de competitividade no Girabola e no basquetebol . Mas é algo que pode ser corrigido, bastando, para o efeito, haver mais aposta, mais determinação da parte das pessoas que trabalham para o desporto.

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