Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Aprender com o passado

17 de Janeiro, 2017
Angola conhece os adversários com os quais vai lutar por uma vaga, para a fase final do Campeonato Africano, que dentro de dois anos os Camarões vão organizar.

A presença de Angola na cimeira africana já estava a ser regular, a ausência em 2015 e agora no CAN que o Gabão organiza, quebrou o ciclo que os Palancas Negras mantinham.

A Selecção Nacional era das equipas continentais, a par das que com regularidade cíclica em fases finais, como o Ghana e o Egipto, selecções das mais tituladas, além dos Camarões e do Mali, que pautava por uma grande regularidade em termos de presença nas cimeiras africanas, mas hoje os Palancas Negras acompanham a competição fora do palco da competição e longe dos holofotes, sem a possibilidade das suas estrelas mostrarem-se à África e ao mundo, o que não deixa de ser penalizante.

A ausência de Angola, no CAN do Gabão, é notada pela sequência das suas últimas participações, da mesma forma como está a ser badalado o facto da África do Sul, Nigéria e Zâmbia não estarem presentes na prova, dado o estatuto de campeões continentais, com os zambianos a serem suplantados pela Guiné-Bissau, única selecção lusófona em prova e que até começou a prova com o pé direito, com um empate diante do anfitrião Gabão, o que deu direito a grandes festejos.

Com o sorteio efectuado e conhecido os parceiros de grupo, Angola deve começar a fazer o trabalho de casa para a fase que se avizinha, que não se afigura nada fácil. A preparação de condições administrativas é um dos imperativos para que a fase de qualificação redunde em êxito, só uma base sólida neste aspecto permite que em termos competitivos o conjunto atinja patamares desejados.

É preciso que não se repitam situações como as verificadas no passado, em que jogadores convocados pela equipa técnica não pudessem dar o contributo por "problemas administrativos".

O novo elenco federativo tem pela frente o desafio de recolocar os Palancas Negras entre as grandes selecções do continente, e isso só é possível, se o país deixar de ser um mero observador para ser participante de facto, nas maiores cimeiras do futebol africano.

Aprender com os erros do passado pode ser quase meio caminho andado, para o país chegar aos êxitos que se requer para o futebol nacional. O trabalho deve começar já, porque fora do CAN do Gabão há tempo para delinear caminhos e traçar estratégias, para que na arrancada da empreitada esteja tudo sincronizado, sem necessidade de recorrer ao improviso, para situações perfeitamente previsíveis.

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