Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Aproveitar o defeso

05 de Julho, 2015
As equipas que competem no campeonato nacional têm sabido tirar maior proveito possível ao período de intervalo que a prova regista neste momento. Quando terminou a primeira volta e foi anunciado um interregno de 40 dias as reacções não se fizeram esperar. Quase todos que lidam com a modalidade reagiram, cada um à sua maneira.

Na verdade, era a primeira vez que os dois turnos do campeonato eram separados por um período tão longo. Talvez daí se possa entender que muitos não tenham encarado como medida normal esta da prova ficar parada durante tão largo período de tempo, mesmo que se apresentassem razões fundadas para o efeito.

Mas pensamos, cá connosco, que tudo é relativo. Da mesma forma que para alguns esta paragem pode ser prejudicial para as equipas, vozes houve que se levantaram de forma favorável, considerando benéfica a pausa. Ouvimos mesmo alguns treinadores que aplaudiram a medida tomada pela Federação Angolana de Futebol.

Em regra, o que se reclama quando o campeonato observa uma pausa, pior quando prolongada, é a possibilidade de quebra de ritmo da parte das equipas. Mas afinal há solução para esta situação, sendo uma questão de não se dar férias aos atletas. E é exactamente isto que algumas equipas estão a fazer com a realização de breves estágios aqui mesmo dentro do país para melhor aproveitamento da pausa.

Benguela e Huíla foram as províncias escolhidas por muitas equipas que deixaram as respectivas cidades para, aproveitando as excelentes condições infra-estruturais e climatéricas preencherem com trabalho os dias de defeso. E pelos relatos que nos chegam daqui e dali, as equipas que fizeram esta opção têm vindo a fazer balanço positivo do seu exercício, acreditando-se que estejam a ganhar a forma necessária para fazer face às exigências competitivas do segundo turno.

É evidente que nem todas, das 16 equipas que disputam a prova têm possibilidade de se deslocarem para outros lugares e trabalharem fora da agitação do seu meio residencial. Mas pensamos que as que se acham nesta condição também não estão paradas. Gizaram igualmente plano de preparação que têm vindo a levar a cabo de modo a não perderem a forma competitiva e encarem a segunda volta da prova com a confiança de poderem cumprir as metas estabelecidas.

Aliando o movimento de transferência de jogadores que se verificou a este exercício, podemos augurar uma segunda volta competitivamente prometedora, capaz de nos proporcionar partidas de futebol escaldantes e mais do que isso uma acérrima disputa das equipas pelas posições classificativas que se encaixam no quadro dos seus interesses.

Agora que ficou disputada a eliminatória com a Suazilândia, parecem estar as condições criadas para os “artistas da bola” regressarem à arena. Portanto, as emoções estão quase de volta, havendo uma expectativa redobrada de que as derradeiras 15 jornadas do campeonato sejam de verdade luta e acima de tudo de uma qualidade futebolística aceitável.

Foi bom que as equipas não tenham cruzado os braços. Afinal as pausas, quando bem aproveitadas ajudam a fazer uma reprogramação das coisas. Os técnicos terão aproveitado fazer as correcções daquilo que mal esteve na primeira volta na perspectiva de acertar nas acções na segunda etapa.

Aqui se pode concluir que as paragens só acabam por ser prejudiciais quando mal aproveitadas. No caso presente, temos de reconhecer que a esmagadora maioria das equipas não cruzou os braços. Tem tratado de aproveitar ao máximo o tempo disponível.

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