Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Aproveitar o marketing

30 de Janeiro, 2016
A crise financeira que o país atravessa, tem reflexos negativos também no desporto, obrigam os gestores desportivos a olharem para as áreas que dirigem com novos modelos de gestão para a sobrevivência das respectivas instituições.

Nos cofres dos clubes e de Associações desportivas, os dinheiros não abundam e ao contrário do que acontecia até há pouco tempo em que por exemplo no futebol os clubes sem ambições de título no Girabola embrenhavam-se anualmente na feitura de estágios fora do país, com o argumento que internamente as condições eram muito caras para os seus orçamentos.

A procura de patrocínios e de outras formas para engrossar as parcas verbas que dispõem, deve ser uma luta constante dessas instituições e das pessoas que as dirigem, motivo pelo qual não se compreende que tenha havido pouca aderência de representantes de clubes e empresários no fórum de marketing desportivo realizado em parceria com o Ministério da Juventude e Desportos.

Para já, é dado adquirido que só com departamentos de marketing profissionalizado é que os clubes podem tirar o máximo rendimento dessa ferramenta, concretamente para a divulgação das suas modalidades e dos produtos que têm para vender.

Grandes emblemas mundiais facturam milhões com a venda dos seus produtos, como a camisola dos seus jogadores nucleares, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi são dois casos visíveis no mundo, para além da Merchandising, receitas de jogo, direitos de transmissão televisiva e podem ser perfeitamente seguidos, ainda que em pequena escala, até por causa da própria dimensão dos nossos clubes.

Em termos de transmissão televisiva, só agora é que podem começar a beneficiar desse negócio com o acordo entre a Federação Angolana de Futebol e a ZAP, do qual surge uma nova marca no mercado, o Girabola ZAP que tem pernas para andar.

O marketing surge como vital para a sobrevivência dos nossos clubes, numa altura em que grande parte deles andam à procura de dinheiro para cumprir os compromissos de participação nas mais várias competições. Com departamentos funcionáveis e com campanhas dirigidas podem vender os seus produtos e com isso, aliviarem os gastos para a sua sobrevivência.

Como disse António Gomes, director nacional dos Desportos, "iniciativas destas são importantes, fundamentalmente porque ocorrem num momento em que temos condicionalismos financeiros. Ajuda porque é preciso encontrar outras fontes de financiamento, apoios complementares ao esforço que o Estado faz e estas iniciativas dão sustentabilidade ao desporto".

Em tempo de crise, os gestores desportivos devem, pois, encontrar soluções para aliviar o impacto da falta de dinheiro nos cofres das suas instituições e munidos de ferramentas que o marketing proporciona, podem encontrar os caminhos mais viáveis para lá chegar.

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