Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

rbitros comprometidos

11 de Abril, 2014
A subversão da normalidade está enraizada em adeptos, clubes, dirigentes, árbitros e jornalistas, pelo que o anormal seria que as coisas fluíssem sem os problemas virem à tona. Digamos que está instalado um mal-estar na arbitragem nacional.

Já o dissemos aqui e voltamos a repetir que "o erro é humano". Porém, o erro sistemático não tem nada de humano. Muitas vezes verificamos que num jogo há erros que prejudicam sempre a mesma equipa, numa autêntica demonstração de que o campo está inclinado. Isto não é o apanágio da arbitragem.

É fácil perceber que a arbitragem nacional precisa de ser regulada. Não pode andar ao capricho, como anda há bastante tempo, mesmo em plena era da industrialização do futebol e consequente profissionalização, de “estados de espírito”, influências exógenas ou mesmo de arremedos mafiosos, que apenas têm o condão de aumentar as suspeitas e contribuir para afectar a imagem de uma modalidade a necessitar, urgentemente, a este nível, de um tratamento de choque.

Os discursos vão mudando consoante as coisas vão acontecendo ao longo da época. Muito dirigentes só se pronunciam quando as suas equipas são prejudicadas. Quando acontece o contrário passam despercebidos, como se nada tivesse acontecido.

Alguns dos nossos dirigentes ainda não aprenderam que não vale a pena andar em guerras para ver qual é o melhor em termos de arbitragem. O futebol é para ser jogado nas quatro linhas, com duas equipas a defrontarem-se e uma equipa a passar despercebida e a fazer o seu melhor.

O caso mais recente aconteceu na jornada do fim-de-semana, no confronto entre o Benfica de Luanda e o Petro de Luanda, dirigido pelo árbitro Francisco Mazale, jogo que os encarnados venceram com um golo marcado em nítido fora de jogo. Mazale e o seu assistente Pedro Futa sancionaram o golo, por alegada má visão do lance. O Conselho Central suspendeu, por tempo indeterminado, os seus dois filiados. Contudo, pensamos que suspender por si só não basta. Nos anos anteriores verificamos situações idênticas e não se tomou uma medida drástica. Alguns árbitros foram suspensos e, quando menos se esperava, voltaram ao activo jornadas depois.Não estamos a dizer que o Conselho Central agiu mal. Pelo contrário, o órgão reitor da arbitragem nacional cumpriu com a sua obrigação. Pior seria se não tivesse tomado esta atitude. Estamos simplesmente a dizer que, para servir de exemplo aos demais árbitros, o Conselho Central deve ser mais duro.

Se se confirmar que os erros cometidos por este ou aquele juiz foram premeditados, o ideal era afastá-los imediatamente. Não pode haver contemplações. Há que separar o joio do trigo.

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