Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Arregaar as mangas

22 de Agosto, 2014
Com a divulgação do nome dos jogadores que fazem parte da Selecção Nacional para os jogos com o Gabão , em Libreville, no dia 6 de Setembro, e com o Burkina Faso, quatro dias depois, em Luanda, referente à qualificação para o CAN de Marrocos, no próximo ano, começa a compor-se o cenário para Angola, em mais uma empreitada internacional.

As convocatórias dos seleccionadores nacionais nunca são consensuais, tanto em Angola como em qualquer outra parte do mundo. Pelas suas especialidades, o futebol é das modalidades que congrega milhões de adeptos em todo mundo e em que todos se vestem da pele de treinadores, com capacidades para questionar as opções daqueles que se sentam no banco e orientam as equipas, sempre sabendo que vão ser questionados por esta ou por aquela opção.

Romeu Filemon é o treinador que a FAF contratou para dar uma nova roupagem aos Palancas Negras, com o rejuvenescimento do conjunto nacional para se recuperar o orgulho que desde há algum tempo se perdeu. Nos jogos de preparação que orientou, o treinador mereceu a aprovação dos adeptos mas sabe-se que estes amistosos não reflectem o verdadeiro estado de uma equipa, porque servem para os treinadores fazerem experiências, adaptarem determinados jogadores a novas posições ou mesmo até conhecerem os novatos que ingressam no conjunto que orientam.

Agora, com o aproximar da data do primeiro jogo e com a divulgação dos seus escolhidos, é evidente que Filemon já não tem tempo para fazer experiências, pelo que é tempo de arregaçar as mangas para os jogos que se avizinham.

Destes eleitos, a maioria estava dentro das previsões, mesmo a integração de Manucho Gonçalves, ausente das últimas convocatórias, por razões avançadas pelo seleccionador nacional.

O lote de jogadores pode não ser consensual mas é a aposta do treinador, são os jogadores que mereceram a sua confiança, pelo que não é ético questionar se são os jogadores com poderio para voltarem a dar alegria aos adeptos. A Selecção Nacional precisa de trabalhar dentro de um clima de harmonia, com um balneário coeso e com o carinho do público, e não de ser bombardeada devido às opções do técnico, por eventualmente deixar este ou aquele de fora.

O jogo com o Gabão pode abrir o caminho dos Palancas Negras. Embora não sendo decisivo, pois é apenas o primeiro de outros que vão efectuar na corrida para Marrocos, começar bem é benéfico para o conjunto e adeptos, dado que cria confiança e uma grande empatia entre jogadores e treinadores e o grande público.

E se cada um fizer a sua parte, os jogadores dentro do campo a suarem as camisolas nos treinos e nos dias dos jogos a doer, e quem de direito completar este esforço no capítulo administrativo, logicamente que vamos ter um clima salutar para encarar todos os jogos com optimismo.

Últimas Opinies

  • 15 de Julho, 2019

    O real papel do gestor desportivo

    As funções de um gestor desportivo não são mais do que as funções de um gestor de empresas, adaptadas e ajustadas às particularidades de um clube ou federação desportiva.

    Ler mais »

  • 15 de Julho, 2019

    Quem explica o desporto angolano?

    O nosso desporto merece um estudo profundo, para se encontrar explicações que justifiquem os resultados que vai tendo.

    Ler mais »

  • 15 de Julho, 2019

    Cartas dos Leitores

    No nosso grupo (A),  somos a única selecção (Angola) que tem a sua primeira participação  a este nível. Canadá vai para a sua sétima, Nova Zelândia.

    Ler mais »

  • 15 de Julho, 2019

    Objectivo falhado

    Angola não conseguiu alcançar o objectivo preconizado no Mundial de Hóquei em Patins, que se disputou em Barcelona, Espanha, acabando por se quedar na sexta posição.

    Ler mais »

  • 13 de Julho, 2019

    Cartas dos Leitores

    Vamos entrar para o campeonato em cada jogo para ganhar, nós queremos começar bem, com o pé direito. Como sabem, já temos o calendário.

    Ler mais »

Ver todas »