Jornal dos Desportos

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Opinio

As dificuldades no seio da FAF

01 de Setembro, 2018
Na edição de quinta-feira, abordamos, neste espaço, o momento menos bom por que passa o basquetebol angolano, que levou ao abandono do antigo internacional José Carlos Guimarães, do cargo de seleccionador nacional adjunto de seniores masculinos. E ao que parece as demissões não param por aí.
O próprio presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), Hélder Martins da Cruz “Maneda”, não descarta a hipótese de seguir o mesmo caminho, caso a actual crise financeira persista e atrapalhe os vários programas traçados no seio do organismo.
E, verdade seja dita, os recorrentes problemas financeiras, que afectam as várias federações e associações desportivas, sobretudo nesta altura em que se regista uma baixa do preço do petróleo no mercado internacional, é extensiva a muitas outras áreas. No seio do futebol, modalidade-rainha, as coisas também não vão correndo de feição.
Nesse momento, ao que se propala pelos quatro ventos, a própria Federação Angolana de Futebol (FAF) também está a ser acossada por fortes problemas financeiros. O organismo tem, nesse momento, os cofres vazios, facto que vem perigar a campanha da Selecção Nacional na corrida ao Campeonato Africano das Nações (CAN).
O nosso jornal apurou de fonte federativa que, nesse momento, persiste o “mar de dificuldades” para custear as despesas dos jogadores, que actuam na diáspora para o jogo do próximo dia 9 deste mês, no Estádio 11 de Novembro, contra o Botswana.
O elenco encabeçado por Artur de Almeida e Silva, tentou e tenta desdobrar-se em “ene” acções, para conseguir os dinheiros que possibilitem custear as despesas deste duelo selectivo ao Grupo I da corrida aos Camaões-2019.
A situação de crise é tão acentuada, que até os trabalhadores do próprio organismo já não vêem um tostão pintado, há sensivelmente 3 meses. De momento, não se vislumbra no fundo do túnel uma solução tão oportuna para se alterar o quadro, mais a mais numa fase como esta, em que a FAF vê apenas o Canal de Televisão Zap a estender-lhe a mão. Ao que se diz, este é o único patrocinador que tem dado o seu apoio a tempo e hora.
E, como um mal nunca vem só, até o anúncio da convocatória para este jogo, referente a segunda jornada do Grupo I, inicialmente prevista para a última quarta-feira, apenas ontem foi tornada pública, alegadamente pelo facto de a FAF tentar encontrar os meios termos propostos pelo seleccionador nacional, o sérvio Srdjan Vasiljevic. Aliás, o próprio porta-voz da federação alegou que apesar de as convocatórias terem sido enviadas para os clubes dos atletas, que evoluem na diáspora em tempo oportuno, ainda assim o eventual “sim” destes acaba por ser frustrado por falta de dinheiro.
Daniel Mendes deixou subjacente nas entrelinhas, que as coisas não estão a ser fáceis, devido a essa situação e, por isso mesmo, no próximo dia 9, frente ao Botswana, os Palancas Negras não poderão conta com o concurso dos jogadores que militam no estrangeiro, particularmente no \"velho continente\", a Europa.
É coisa para dizer que urge a necessidade premente de se melhorarem as coisas no seio da FAF, porque se a moda pega, sabe-se lá o que poderá acontecer no futuro.

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