Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

As makas de sempre

22 de Outubro, 2014
A série A da Segundona está num impasse, com problemas administrativos a impedirem que a última jornada se dispute.

O Domant FC que no terreno conquistou o direito de desfilar no próximo Girabola, mercê dos cinco pontos de vantagem sobre o segundo classificado, Real Mbuco de Cabinda (18-13), ainda não pode festejar a subida de divisão por causa dos pendentes que estão no Conselho de Disciplina da Federação Angolana da modalidade, sobre a má qualificação de atletas.

Um problema que não é novo no nosso futebol, e que todos os anos se repete, quer no escalão maior, Girabola, como na prova de apuramento à primeira divisão.A má qualificação de atletas indicia, claramente, uma deficiente formação dos dirigentes desportivos, pelos menos aqueles que estão directamente ligados às equipas de futebol.

A formação é um assunto que ultimamente tem merecido uma atenção especial da parte de figuras ligadas ao dirigismo desportivo que convergem no sentido de ser necessário haver a superação constante dos indivíduos que nos clubes ou associações desportivas exercem cargos de direcção.

Até mesmo ao mais alto nível é necessário que tal aconteça para que situações como as que verificamos nos Palancas Negras não voltem a acontecer, com jogadores escalonados pelo seleccionador nacional impedidos de jogar porque ninguém sabia dizer como estava a sua situação, após terem representado as selecções jovens de outros países.

No Girabola, o União Sport do Uíge também foi penalizado por má qualificação de um atleta. E se a equipa ainda tinha possibilidades de permanecer entre a fina-flor do futebol nacional, com os pontos que lhe foram retirados pela FAF o conjunto uigense fica na última posição e sem hipótese de atingir os pontos necessários para se manter no Girabola, mesmo que vença todos os restantes jogos.

Vê-se, pois, que erros de má qualificação de jogadores devem ser atribuídos aos dirigentes que precisam de dominar os regulamentos e acompanhar, sempre, a evolução dos plantéis que dirigem.

Um clube que compete ao mais alto nível, como é o caso do Girabola ou das provas de apuramento a esse escalão, não pode dar-se ao luxo de perder pontos por ter um jogador mal inscrito, até porque um erro dessa natureza acaba por ter outras implicações, com prejuízo até para outros clubes.

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