Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

As nossas equipas

12 de Fevereiro, 2014
As equipas estão engajadas nas competições africanas em acertos de detalhes técnicos e tácticos para encarar os jogos referentes à segunda-mão da primeira eliminatória das Afrotaças. A entrega das equipas é total, quer daquelas que tiveram bom resultado na primeira-mão quer das outras que fazem contas à vida.

É normal que seja este o compromisso das equipas. Afinal não têm senão que aprimorar a condição técnica e partirem para o próximo jogo em condição de força e em melhores condições de assegurar a passagem para a outra fase. É claro que o cenário não é o mesmo entre as quatro equipas que representam o país na competição africana.

Mas, independentemente de uns terem ganho e outros terem perdido, há toda a necessidade de melhorar a performance, ver que desempenho a ter desta vez, que para os vencedores pode significar um passo para a qualificação e para os vencidos um passo para a inversão do quadro a favor.

Pensamos que qualquer uma das nossas equipas está em condições de passar à fase seguinte. É certo que para quem saiu a ganhar na primeira-mão as probabilidades são maiores em relação a quem tenha sido derrotado. Mas, ainda assim, todos têm possibilidades de passagem à fase seguinte.

Temos vários exemplos de equipas com resultados fabulosos nos primeiros 90 minutos, mas que acabaram eliminadas. Aliás, os ecos que nos chegam agora das Ilhas Seychelles dizem tudo. Não vemos, de resto, a razão de uma equipa derrotada por 5-1 enveredar por “engenharias” como as que estão a acontecer.

O caso do jogo marcado para Vitória, capital do país, correr o risco de se disputar numa outra cidade diz, quanto a nós, alguma coisa. Daqui dá para ver. Se uma equipa com esta desvantagem ainda alimenta alguma esperança de dar volta à situação, por que razão as nossas equipas que perderam por menos números se devem dar por derrotadas?

Nada está perdido. É importante arregaçar as mangas da camisa para o trabalho, em busca de performances suficientes para vencer a eliminatória. Portanto, fazem bem as equipas, desenvolvendo um trabalho abnegado. Afinal, nada está perdido. Os números da primeira-mão de uma eliminatória nunca devem ditar tranquilidade nem conforto
de nenhuma equipa.

Acreditamos ainda que as equipas que saíram derrotadas na primeira-mão podem terminar a eliminatória a sorrir, assim como pode dar-se o caso de as que ganharam nos primeiros 90 minutos ficarem pelo caminho. Em resumo, pensamos que estão todas elas em igualdade de circunstâncias.

Realmente, é uma pena que a famigerada onda de lesões comece já a apoquentar algumas equipas. As queixas são várias. Há problemas no Kabuscorp do Palanca, no 1º de Agosto, no Desportivo da Huíla, no Petro de Luanda, enfim. Mas tudo isso não traduz o holocausto. Elas podem e são capazes..

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