Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

As nossas medalhas

30 de Janeiro, 2014
A III edição dos Jogos da Lusofonia terminou há 48 horas em Goa (Índia), que durante perto de duas semanas juntou naquela cidade a juventude desportiva da comunidade, para uma disputa salutar, em que mais do que o espírito competitivo contou sobretudo o convívio e a irmandade.A delegação angolana aos Jogos, fazendo-se representar por seis disciplinas, deixou o país com a missão de rubricar uma prestação que pudesse superar a da edição de 2012, o que passava necessariamente pela conquista de maior número de medalhas.Isto mesmo havia deixado claro em entrevista a este jornal o secretário- geral do Comité Olímpico Angolano, António Monteiro. De outra forma, de facto, não podia ser, sendo que em competições desportivas o objectivo deve ser sempre o de melhorar as marcas anteriores e lograr classificações honrosas.

Na competição, Angola conseguiu, na verdade, obter maior número de medalhas em relação à edição anterior, que não permitiram atingir a segunda posição no quadro. Angola quedou-se no quinto lugar. Seja como for, entendemos que só o facto de ter alcançado mais medalhas já foi um sinal positivo.E aqui devemos dar mérito ao atletismo, modalidade que contribuiu com maior número de medalhas, em função da prestação dos seus integrantes. Ficou também demonstrado que a modalidade tem uma palavra a dizer nos próximos tempos, assim como ficaram as marcas do trabalho que se tem desenvolvido a nível desta modalidade.

Dissemos isso apenas para enaltecer o desempenho, sem demérito das outras modalidades, que ousaram também der o máximo de si, e souberam honrar as cores da bandeira nacional. Pois, à excepção do ténis de mesa e voleibol de praia todas as outras conseguiram medalhas, umas mais do que as outras, o que é pacífico, próprio e humanamente compreensível.Mesmo quem não tenha medalha não deve cair em desânimo. A competição não passa disto mesmo, nela cabem os vencedores e os vencidos. O vencedor de hoje pode ser o vencido de amanhã e o vencido de hoje ser o vencedor. É tudo uma questão de querer, apostar, trabalhar para que não sejamos aliados de fracassos.

Disse bem o chefe da missão a estes Jogos, Carlos Rosa, quando prometeu superar a classificação agora obtida, nos próximos Jogos que vão ter como sede a cidade de Maputo. Acreditamos que sim, pela garra e determinação que nos foi dado ver nos Jogos de Goa. Pois, pela média de idade serão quase os mesmos atletas que Angola levará à competição.Aguardemos então pelos nossos heróis e recebê-los com as honras merecidas. Angola obteve o quinto lugar num universo de 12 nações. Podia ter sido melhor, mas não devemos menosprezar, pois não é obra fácil, é sim consequência de muita combatividade. A nação agradece.

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