Jornal dos Desportos

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Opinio

As opes de Filemon

03 de Novembro, 2015
As opções do seleccionador nacional Romeu Filemon nunca serão consensuais O treinador é soberano nas suas decisões, a ele cabe convocar e dirigir os Palancas Negras para a obtenção dos melhores resultados possíveis.

Romeu Filemon convocou a Selecção Nacional para dois compromissos de cariz internacional, um o torneio "Angola 40 Anos", que visa saudar os quarenta anos da Independência Nacional, prova que contará com a participação de países vizinhos, Namíbia, Zâmbia e República Democrática do Congo, e o outro, os dois jogos com a África do Sul, que podem decidir o enquadramento depois na fase de grupos da corrida ao Mundial da Rússia.

O treinador sabe das responsabilidades que tem sobre os ombros, pois, é o comandante de um barco que quer atracar num porto seguro. Nunca é fácil dirigir a selecção, já que é um grupo cujo desempenho mexe sempre com várias sensibilidades. Sendo a equipa de nós, a selecção está sempre exposta à critica dos adeptos, que vibram com os seus triunfos em momentos de grande empatia, mas que também se deixam abater por resultados menos conseguidos.

Conseguida a qualificação para a fase final do CHAN, em que nela apenas poderão estar presentes jogadores que evoluem no nosso Girabola, e na qual a ideia é fazer uma campanha que dignifica as cores do país, a corrida ao Mundial da Rússia é, por esta altura, o compromisso mais delicado que a Selecção Nacional tem.

A África do Sul que foi batida em sua casa, e que depois tentou o impossível com uma vitória cujos números foram insuficientes para ir ao Ruanda, não será a mesma selecção pois, com muitos jogadores na diáspora, e a pensar seriamente na qualificação, a sua aposta está direccionada nesta competição da FIFA. As cautelas que o ministro Gonçalves Muandumba pediu aos Palancas Negras para estes dois embates com os Bafana Bafana, devem estar presentes nos nossos jogadores e equipa técnica em cada momento desta qualificação.

O adversário está habituado a estas fases de apuramento, tem uma certa tradição mundialista, tanto como participante como país organizador, e é evidente que vai apostar tudo para tentar ultrapassar Angola no cômputo dos dois jogos, para depois então lutar pela fase qualificação na fase de grupos.

Nos Palancas Negras constata-se, com agrado, o regresso de Djalma Campos ao leque de convocados do seleccionador nacional, pois é um jogador importante para as nossas aspirações, enquanto da lista dos ausentes Manucho Gonçalves volta a não fazer parte das opções do seleccionador nacional.

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