Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

As paragens do Girabola

25 de Junho, 2017
Como pode um campeonato parar, porque os clubes cederam três jogadores cada, à Selecção Nacional.E, não são todos os clubes, apenas alguns. E, são só três jogadores, portanto, é de todo incompreensível que o Conselho Técnico da Federação Angolana de Futebol permita que o Girabola páre, até porque o regulamento que impunha a paragem nestas circunstâncias foi revogado com o consentimento dos próprios clubes.

Boa atitude teve o 1º de Agosto, que ignora e aceita jogar. Fez o que todos deviam fazer, ao invés de reclamar. Outra responsabilidade que pesa sobre os ombros do Conselho Técnico da Federação Angolana é adaptar o Girabola às datas internacionais, quando devia fazer o contrário, ou seja, adaptar as datas ao calendário da competição doméstica, salvo convites de última hora que podem suscitar negociação.

O futebol tem muitos cenários, e um deles, por exemplo, são as lesões a que os jogadores estão sujeitos, e os clubes têm de arranjar alternativas para as situações. Se um clube, por exemplo, ficar privado de três jogadores de peso no seu plantel, fica sem disputar jogos do Girabola até que esses jogadores estejam recuperados? É claro, que é um quadro que não se deseja a nenhuma formação, mas é sempre susceptível de acontecer.

Não se pode continuar a trabalhar desta maneira pouco profissional, ou devia-se aproveitar as paragens para reajustar o calendário do Girabola, tantas vezes criticado, por um lado, e por outro, responsabilizado pelo desastre das equipas nacionais nas Afrotaças.

É, como se pode ver, possível acabar-se com essas discussões fúteis. Até parece, uma casa em que os pais perderam a autoridade, perante os filhos. Organizar o futebol nacional passa por isso. O tal edifício futebolístico para corrigir, tem tudo isso a ver, ou parte-se para a Liga e que seja essa instituição a tutelar todos esses interesses. Discutir na praça pública não dignifica em nada uma competição, que se quer cada vez mais organizada e mais competitiva.

E, no meio de tudo isso, o público merece sempre respeito, porque gosta dos espectáculos de futebol, e quer sempre um campeonato regular para satisfazer o seu gosto pela bola.

Últimas Opinies

  • 18 de Outubro, 2018

    Principal objectivo est a ser cumprido

    Apesar da derrota diante da Mauritânia, na passada terça feira, em minha modesta opinião, a Seleção Nacional de Honras, Palancas Negras, está no bom  caminho, em função do nosso histórico nos últimos oito anos.

    Ler mais »

  • 18 de Outubro, 2018

    Citaes

    Agradeço a Angola Telecom a oferta de 650 mil UTT de saldo, que me permite comunicar.

    Ler mais »

  • 18 de Outubro, 2018

    Tudo complicado

    A derrota averbada pela Selecção Nacional de futebol, na terça-feira, em Nouakchott, convida-nos a um exercício matemático sobre as possibilidades que restam para a qualificação ao Campeonato Africano das Nações de 2019, nos Camarões. Dizer que a qualificação passa, por ora, a ser uma miragem, pode infundir algum pessimismo exacerbado. Mas, aferir que ela ficou um pouco comprometida, não seria nenhuma mentira.

    Ler mais »

  • 15 de Outubro, 2018

    Pelo desporto adaptado!

    Nda kukuete cimue ñe watungila ondjo? As manhãs de 1 de Janeiro foram as mais divertidas de sempre e de rica memória para mim. Cançonetes bem harmoniosas, executadas por gentes que não fazíamos ideias de onde vinham, acordavam-nos e davam-nos a boa disposição para começar o ano. 

    Ler mais »

  • 15 de Outubro, 2018

    Herv Renard basta!

    O País nunca engoliu a saída abrupta do treinador francês Hervê Renard, por falta de pagamento dos seus salários. Para os dirigentes do futebol nacional, deixar um treinador ou jogador com dois ou três meses de salário é normal.

    Ler mais »

Ver todas »