Jornal dos Desportos

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Opinio

As suspeies na arbitragem

30 de Julho, 2018
A quatro jornadas do fim do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão - e com dois jogos ainda em atraso por disputar face ao engajamento do 1º de Agosto nas Afrotaças - cresce a expectativa quer na luta pelo título, quer na fuga à despromoção da prova.
Depois da disputa sábado e ontem de seis dos sete jogos da 26ª jornada desta que é a maior prova do futebol, o Petro de Luanda voltou a assaltar a liderança, ainda que à condição.
A equipa de Beto Bianchi reassume o comando da prova agora com 44 pontos, face à vitória de 2-1 sábado sobre a Caála e tendo, por outro lado, aproveitado a folga do Interclube e do envolvimento do d\'Agosto na Liga dos Campeões.
Os polícias não jogaram devido à desistência do JGM do Huambo, ainda na primeira volta, ao passo que os militares pelo envolvimento na quarta ronda da \"Champios League\", em que venceram por 2-1, para o Grupo D, no 11 de Novembro, o Zesco United da Zâmbia, com uma \"virada\" soberba a partir dos 89 minutos e no período de acréscimos.
O adversário pagou caro a factura pelo grande anti-jogo protagonizado. O d\'Agosto e Interclube mantém, assim, acesa a discussão do título, já que os 43 e 42 pontos que conservam no 2º e 3º postos, permite-lhes pressionar de forma \"impiedosa\" o Petro.
No meio das suspeitas que se levantam sobre a arbitragem, que fizeram com que o Petro apresentasse queixa à Procuradoria Geral da República, há ainda pelo meio uma luta acesa na cauda da tabela.
Nesse particular, o 1º de Maio e o Recreativo da Caála voltaram dar mostras do período de instabilidade que enfrentam na prova. Os proletários permitiram que sábado, no Moxico, o FC Bravos do Maquis presenteasse os seus adeptos na celebração dos seus 35 anos de existência como clube, com uma vitória de 3-0, afundando ainda mais a equipa de Agostinho Tramagal na cauda. Já a turma de David Dias, apesar de alguma ousadia, não conseguiu evitar a derrota de 1-2 frente ao Petro.
É imperioso que nesta fase crucial da prova e quando já só faltam quatro jornadas para o fim que a Federação Angolana de Futebol e o seu Conselho Central de Arbitragem, particularmente, actuassem com rigor em relação às equipas que ajuízam os jogos desta ponta final do campeonato. E até porque com os casos despoletados nos últimos dias, não se podia esperar por outra atitude, para bem da verdade desportiva.
O campeonato, a princípio, termina o próximo mês e será no decurso de Agosto que a PGR vai se pronunciar oficialmente sobre as denúncias apresentadas pelo Petro, que tiveram a pronta reacção do presidente do Conselho Central de Árbitros da FAF, Jorge Mário Fernandes.
Na novela de suspeitas em relação aos homens do apito, aparecem na baila além do nome de Jorge Mário Fernandes, líder do Conselho de Arbitragem, outros nomes. Realce, nesse particular, para os de Inácio Cândido, vice-presidente do órgão, os ex-árbitros Manuel Maria, Cardoso Costa, Fernando Mação e Luís Cazola, que são acusados de \"proteger\" várias equipas do Girabola.
De resto, esta é uma novela que pode dar ainda muito que falar. Porém, o que se espera é que no final haja justiça e que sejam responsabilizados os eventuais prevaricadores.

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