Jornal dos Desportos

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Opinio

As nicas esperanas

09 de Março, 2014
O Petro de Luanda defronta, no 11 de Novembro, o Ebusua Dwarfs do Gana, com o qual perdeu na primeira mão por 0-2, enquanto o Desportivo da Huíla está na Tunísia disposto a desforrar-se do 0-1 verificado nos primeiros 90 minutos.

Quis o destino que as duas equipas perdessem os seus primeiros jogos. Isso, porém, não invalida que tanto os petrolíferos como os militares da Huíla não possam fazer a desejada reviravolta. Porém, e porque a experiência assim o diz, o Desportivo tem uma tarefa bem mais complicada, comparando-a à da equipa do Eixo Viário.

O Petro perdeu fora de casa, por 0-2. Um resultado que pode perfeitamente ser anulado. Aliás, a equipa do Catetão já na eliminatória anterior tinha perdido pelo mesmo resultado e, em Luanda, soube dar a volta por cima, vencendo por 3-0. Mas é bom frisar que o anterior adversário veio da Namíbia, um país sem grande historial no contexto do futebol continental, ao contrário do actual, que é proveniente do Gana.

Isto para dizer que a equipa angolana tem de estar suficientemente preparada para superar o 0-2 trazido dos primeiros 90 minutos. Caso contrário, fica pelo caminho. A ausência de Mabiná constitui um grande revés para o técnico Alexandre Grasseli.

O jogador não recuperou da lesão na perna direita contraída na segunda parte do desafio da primeira mão, no Gana. Mabiná ainda não se sente em perfeitas condições físicas para correr ou realizar exercício físico que possa esforçar a sua perna. Esta contrariedade obriga o técnico a encontrar alternativa para colmatar a ausência do camisola 21.

A situação piora quando se sabe que o internacional é o único lateral direito do plantel tricolor, aliado ao facto de o lateral Mira estar em fase de recuperação após a cirurgia à perna. Isaac surge como prioridade para tomar conta daquela vaga, tal como já aconteceu na primeira mão, quando Mabiná foi forçado a deixar o jogo mais cedo.

Pese embora todas estas contrariedades, estamos convictos que a equipa técnica do Petro vai saber dar a volta por cima e encontrar o antídoto para marcar os golos que lhe garantirão estar mais próximo da fase de grupos da Taça da Confederação.

Mais difícil é a empreitada do Desportivo da Huíla. Depois de perder em casa, a sua missão complicou-se. Aliás, em provas a eliminar não se pode perder em casa. A experiência diz-nos que quem perde em casa dificilmente consegue dar a volta à eliminatória. Há casos raros, é verdade. Mas em dez apenas uma vez acontece.

À partida para Tunes, o seu técnico, Mário Soares, prometeu tudo fazer para regressar com o desfecho da eliminatória a seu favor. Vamos acreditar, porque no futebol tudo é possível. Mas, entre o querer e o concretizar esta vontade vai uma grande distância. Ainda assim, vamos confiar que tanto o Petro como o Desportivo podem passar à eliminatória seguinte. São as nossas únicas esperanças.

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