Jornal dos Desportos

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Opinio

ASA e a despromoo

27 de Outubro, 2016
O Atlético Sport Aviação- ASA complicou a matemática devido a derrota no domingo com o Benfica de Luanda. Será que é de interesse evocar aqui, as razões que estiveram na base da derrota? Pensamos que não. Por que quando o mal está consumado, às vezes, não interessa sai com lamúrias. Aliás, faz todo o sentido a máxima popular, segundo a qual, não se deve chorar pelo leite derramado.

A derrota, numa perspectiva analítica e realística, acabou por ser reflexo do que é o momento menos bom, que atravessa o plantel do aeroporto. O adversário esteve muito bem no campeonato, foi impiedoso na quadra, complicou a situação que já era complicada dos aviadores. No futebol, como soe dizer-se, as equipas só jogam aquilo que o adversário permite jogar. O contrário, fica-se pelo meio termo.

O ASA foi demasiado permissivo. Deixou que o Benfica assumisse as rédeas do jogo, denotou em algumas circunstâncias na quadra certa ousadia, como se fosse o anfitrião. De resto, muito cedo denunciou alguma fragilidade , sobretudo, pela forma infantil não só como consentiu os golos, como se deixou dominar na quadra.

Em função do tremelico a que está exposto, era suposto que Corola e pupilos entrassem na quadra com mais atitude. Pois, se assim fossem feitas as coisas, lograva um resultado mais acalentador. Agora, a equipa tem de ganhar os dois jogos, nomeadamente, com o 1º de Agosto e com o 4 de Abril do Cuando Cubango, e ainda assim, fica à espera das contas finais. Na verdade, a empreitada não é fácil. A equipa está numa encruzilhada.

Seja como for, e como é costume dizer, a esperança é a última a morrer, pode ser que consiga realizar um milagre. Para tanto, é preciso acreditar, e mais do que isso, trabalhar nos aspectos em que esteve mal no jogo com o Benfica, para ver se no próximo jogo a equipa jogue mais solta. Não obstante a goleada, reconhecemos que nem por isso, a equipa esteve muito presa de movimentos. Aliás, uma equipa que jogou em casa, que não perfilava no trio de candidatos ao título, o ASA devia estar à vontade, por tratar-se de um adversário com movimentos conhecidos, apesar do ponto vista da estratégia dos técnicos ser sempre a tendência de baralhar as cartas, ou inovar aqui e ali.

Em todo o caso, pensamos que a esperança ainda não morreu em definitivo. Como das vezes anteriores, que foi bafejado pela sorte, à última hora, também pode acontecer desta vez. De resto, o 1º de Agosto e o 4 de Abril do Cuando Cubango, que são os que tem na frente, adversários respeitáveis, podem não representar um bicho de sete cabeças.

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