Jornal dos Desportos

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Opinio

Assalto aos "quartos"

15 de Setembro, 2018
O 1º de Agosto realiza esta tarde, no Estádio Nacional 11 de Novembro, o primeiro de dois jogos que o podem conduzir para as meias-finais da 21ª edição da Liga de Clubes Campeões Africanos, frente aoTout-Puissant Mazembe do Congo -Democrático.
A actuar em casa e a contar, obviamente, com o calor do seu público, a equipa militar tem condições para a partir das 17h00 de hoje, construir um resultado que dê alguma tranquilidade no jogo da segunda-mão, em Lubumbashi, reduto do adversário.
Para tal, não pode descartar o facto de ter pela frente uma experiente formação, a do TP Mazembe, que está a fazer furor a nível da “Champions League”, uma competição onde colecciona cinco títulos africanos.
Este, é para já, um dado que serve para justificar a atitude ousada do conjunto da vizinha República do Congo-Democrático, que além disso, costuma ser um “habitué” nas provas da Confederação Africana de Futebol (CAF). Isto, particularmente, na Liga dos Campeões em que conquistou o último troféu em 2015. Na Taça CAF, o TP Mazembe soma três títulos. Tem ainda duas presenças em Mundiais de Clubes, em 2010 e 2015.
Resultante desses indicadores, não se antevêm facilidades para o emblema do clube das Forças Armadas Angolanas (FAA). O d\'Agosto tem de fazer por merecer a vitória neste primeiro jogo. Isso, pressupõe alcançar hoje um resultado positivo, que passa indiscutivelmente pelo triunfo. Qualquer outro resultado pode comprometer as suas aspirações.
Se o conjunto do “rio-seco” lograr hoje um triunfo, por números dilatados, por exemplo 3-0, permitia encarar o jogo de resposta no Estádio Municipal de Lubumbashi, com mais tranquilidade. Por isso, recomenda-se atitude ousada à equipa.
Uma eventual derrota e até mesmo o empate, pode deitar por terras as esperanças dos agostinos, de assegurarem o passe para a outra fase, no caso concreto, as meias-finais. Daí, a vitória assume-se como um imperativo. Será indispensável. Se em casa espera-se uma missão um tanto espinhosa para o d\'Agosto, quanto mais no segundo jogo em que tem de ir ao encontro do TP Mazembe, em Lubumbashi.
E, ao que se sabe, os adeptos congoleses -democratas, regra geral, apoiam os clubes do país de forma incondicional. É um público que empurra a selecção e os clubes locais do princípio ao fim. É incansável no apoio a estes e na quarta-feira vão receber calorosamente a equipa no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda.
Por essa razão, adivinha uma empreitada assaz complicada para o 1º de Agosto, quando deslocar-se à capital da RDC, Kinshasa, no jogo a contar para a segunda-mão com a equipa do Tout-Puissant Mazembe. Mas isso, não serve de pretexto, para intimidar os militares.
Antes pelo contrário, o conjunto às ordens de Zoran Maki tem de ultrapassar todas as adversidades a encontrar na trincheira do adversário.
Para tal, só se pode consumar com uma atitude ousada. O d\'Agosto tem de provar que não atingiu a fase crucial da maior prova de clubes da CAF, por mero acaso, mas pela atitude irrepreensível que teve, quer nos jogos da fase preliminar como na fase de grupos.
No Grupo D, da “Champions League”, os militares competiram ao lado do Étoile du Sahel da Tunísia, que também se qualificou para os “quartos”, bem como do Zesco United da Zâmbia e Mbabane Swallows do eSwatini (ex-Swazilândia), que não tiveram a mesma sorte. Contudo, por ora, o foco do conjunto está neste jogo com TP Mazembe.

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